12 agosto 2009

Fado, Fátima e Sintra

 



(pegadas de dinossauros; pedreira do Galinha)


 


Portugal é um país com um excelente clima, uma gastronomia quase única, pelo menos a nível de doçaria, com praia, campo, turismo rural, turismo radical, ofertas de concertos e espectáculos com artistas internacionais, ruínas de tempos imemoriais, estátuas, conventos, igrejas, castelos, cavernas, pistas de dinossauros, pintura rupestre, campos de golf, museus, artesanato riquíssimo, enfim, inúmeras de possibilidades para exploração dos operadores turísticos.


 


É por isso com mágoa e espanto que leio notícias como Sintra, Fátima e fado são os postais de Portugal. Portugal não é o mesmo de há 40 anos. Parece-me irreal a forma como não se consegue inovar na imagem de um país que sofreu tantas mudanças e que tem tanto para oferecer. A imagem de Portugal é feita também por quem nos visita. A insistência no bom velho Portugal, inamovível e imutável, faz transparecer uma enorme resistência ao risco e à inovação, faz perceber como é artificial e empobrecedora a mensagem e a vivência de um sector que deveria estar interessado em diversificar as ofertas.


 


Não se podem oferecer aos turistas rotas de vinhos, rotas de gastronomia, circuitos de regiões, fundados nas belezas naturais, nos acontecimentos históricos, sei lá?


 


Fado, Fátima e Sintra? Que pobreza.

 

5 comentários:

  1. Percebi agora porque é que ainda não senti saudades.

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    1. Não digo que não haja este tipo de oferta. Mas há tanto mais para descobrir.

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  2. Isto enlaça com o post posterior sobre a redistribuição da população... O turismo precisa de oferta. E a oferta não se cria para o turista. O objecto de interesse deve existir nas zonas e atrair o turista. Enquanto em Portugal se continue a investir no turista que vem uma vez jogar golfe ou duas, falhará isto. Por exemplo rotas de luxo em Comboio seria maravilhoso e lucrativo. Assumir e publicitar Lisboa como uma cidade virada para o jazz (vide o meu blogue para mais sobre o assunto) seria uma óptima opção.
    Uma vez que, na corrida aos museus, já estamos em desvantagem com os vizinhos, devem criarse imagens de marca fáceis, sustentáveis e dirigidas a públicos com poder adquisitivo.
    Investir nas artes do palco e a música é barato e rende muito...

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    1. Eduardo, estamos de acordo. A cidade do Jazz seria excelente!

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  3. Gostava de lhe dizer que escrevi um comentário sobre este post em www.kambaia.blogspot.com

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