15 junho 2009

Aviso (1)

Por muito que me seja impossível de compreender alguém se apossou da minha identidade e tem andado a espalhar comentários por vários blogues. A equipa de suporte até agora não conseguiu fazer nada, a não ser dizer que "é natural"!!!


 


Ao Bulimunda's Blog asseguro que estou a fazer o possível para resolver esta situação, na certeza de que o único comentário que inseri ontem foi para o avisar de que alguém se faz passar por mim.


 


 


Se souberem o que fazer para me ajudar, agradeço.


 


Adenda: acabaram de me dizer, da equipa de suporte, que não se pode fazer nada. Vou, portanto, acabar com o blogue.

14 junho 2009

Piensa en Mi

 



(Luz Casal)


 


Si tienes un hondo penar, piensa en mi

Si tienes ganas de llorar, piensa en mi

Ya ves que venero tu imagen divina

Tu parvula boca, que siendo tan niña

Me enseñó a pecar


 


Piensa en mi cuando sufras,

Cuando llores, también piensa en mi,

Cuando quieras quitarme la vida

No la quiero, para nada

Para nada me sirve sin ti.


 


Piensa en mi cuando sufras

Cuando llores, también piensa en mi,

Cuando quieras quitarme la vida

No la quiero, para nada,

Para nada me sirve sin ti.


 

Movimento pela Igualdade

 


A petição on-line pela igualdade de acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo teve, de início, a minha oposição. Não porque não concorde que os homossexuais não devam casar. Acho que as pessoas devem escolher com quem querem estar, independentemente do sexo, e devem escolher o tipo de contrato que querem estabelecer com essa pessoa, formalizá-lo ou não, fazerem festa de chapéu e grinalda, de véu e colarinho, de champanhe ou cerveja a dois, o que lhes apetecer.


 


Mas não me parecia, tal como ainda não me parece, que seja um problema que preocupe pela nossa sociedade e acho que há assuntos muito mais urgentes a resolver, tais como a desigualdade efectiva entre géneros no que diz respeito à remuneração no trabalho, no maior perigo de desemprego para as mulheres, na crescente xenofobia e discursos anti-imigração, na crise dos valores da liberdade de expressão, com a confusão cada vez maior entre o estado e as religiões, enfim, muitas outras preocupações que se devem agendar para uma campanha eleitoral.


 


Mais ainda agora que começamos a campanha para as legislativas, que atravessamos uma enorme crise financeira e social, em que devem ser transparentes as diferenças entre a esquerda e a direita, discutir as funções do estado, o papel da escola pública na sociedade portuguesa, o SNS e a sua sustentabilidade, a segurança social, a política externa, nomeadamente a europeia, como ultrapassar o impasse da morte dos Tratados Constitucional e de Lisboa, para quando e como a reforma administrativa do território, a reforma da lei eleitoral, a reforma do sistema de justiça, o problema da independência e da qualidade da informação, etc., etc., etc.


 


Mas na base de tudo está a liberdade. A liberdade de expressão, a liberdade de amar quem se quer, a liberdade de escolher como viver.


 


Por isso, e por uma questão de princípio, mesmo que pense que as opções da sexualidade e da forma como se vivem é da esfera privada de cada um, assinei a petição on-line e juntei-me ao Movimento pela Igualdade.


 



 

Irão

 



 


Eleições aguardadas com ânsia e emoção. Num país teocrático seria difícil que não ganhasse o candidato apoiado pelo ayatollah.


 


Pelo menos toda a comunidade internacional pode ver, apesar dos esforços de censura do candidato que se diz vencedor. Viva a internet e a capacidade dos blogues, do YouTube, do Twitter, do facebook e a coragem de quem se manifesta com risco da própria vida.


 


Pode ser que alguma coisa mude. Há pressões para que se repitam as eleições.


 



(a partir do Arrastão)

Liberdade de expressão


 


Comecei este blogue a 5 de Novembro de 2005, um dia depois da apresentação da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, que apoiei entusiasticamente.


 


Senti que havia um espaço de intervenção cívica que eu poderia usar. Nunca me filiei em qualquer partido político por opção mas, sempre que posso e julgo útil, tento participar em tudo o que diz respeito à nossa vida comunitária. Porquê? Não sei bem, talvez porque goste de debater e expor as minhas opiniões e também porque acho que é um dever de todos os que acreditamos na democracia.


 


Fui aprendendo a olhar para a blogosfera como uma forma de me informar e de, naquilo que posso, informar também, um espaço de debate público que se vai atrofiando noutras esferas, uma forma de divulgar música, poesia, de conhecer outras opiniões, outras poesias, outras músicas, outros olhares.


 


Apercebi-me também da enorme agressividade e voracidade de pessoas que, não assumindo a sua identidade, pululam pelas caixas de comentários destilando ressentimentos, frustrações, má educação e má formação. Mas em tal quantidade que chega a assustar. Não percebo se são casos psiquiátricos ou se são uma forma estudada e combinada de pressionar para que deixe de se dizer aquilo que se diz.


 


Quando leio e ouço figuras com responsabilidade falarem da falta de liberdade de expressão e do medo que se sente em Portugal, fico espantada. Talvez olhando para o que se passa no Irão se perceba o que é, de facto, uma ditadura. O que falta em Portugal é o hábito de debater assuntos e opiniões, ideias e pensamentos, sem se denegrir e atacar quem os emite quando faltam os argumentos.


 


Pois eu continuarei a expor aquilo em que acredito. Não me deixo atemorizar por gente sem escrúpulos, com fraco entendimento do que é pensar e debater ideias e cuja percepção da democracia é insultar tudo e todos, a coberto do anonimato. A isso chamo falta de carácter e cobardia.


 


Adenda: pelo facto de haver uma pessoa que pretende usar o blogue para uma espécie de perseguição pessoal, o assunto deixou de ser apenas sobre a loucura e passou a ser policial. Quando recebo mensagens destinadas a endereços que não são públicos, passamos a estar perante aquilo que em inglês se designa por "stalker". Assim apaguei todos os comentários desse "comentador". Peço desculpa aos colateralmente afectados. 


 

13 junho 2009

Canção à Inglesa

 



Desenho de Almada Negreiros: Fernando Pessoa


Poema de Álvaro de Campos a 01/12/1928

 


Cortei relações com o sol e as estrelas, pus ponto no mundo.

Levei a mochila das coisas que sei para o lado e pró fundo

Fiz a viagem, comprei o inútil, achei o incerto,

E o meu coração é o mesmo que foi, um céu e um deserto

Falhei no que fui, falhei no que fiz, falhei no que soube.

Não tenho já alma que a luz me desperte ou a treva me roube,

Não sendo senão náusea, não sou senão cisma, não sou senão ânsia,

Sou uma coisa que fica a grande distância

E vou, só porque o meu ser é cómodo e profundo,

Colado como um escarro a uma das rodas do mundo.


 

I've got you under my skin

 



Cole Porter


canta: Frank Sinatra


 


 


I've got you under my skin

I've got you deep in the heart of me

So deep in my heart, that you're really a part of me

I've got you under my skin


 


I've tried so not to give in

I've said to myself this affair never will go so well

But why should I try to resist, when baby will I know than well

That I've got you under my skin


 


I'd sacrifice anything come what might

For the sake of having you near

In spite of a warning voice that comes in the night

And repeats, repeats in my ear


 


Dont you know you fool, you never can win

Use your mentality, wake up to reality

But each time I do, just the thought of you

Makes me stop before I begin

cause I've got you under my skin.

 

Horizontes

Horizons Neil Dawson Hoje o dia não se repete no intenso azul das almas livres. A prisão da felicidade a que não chega nem se entrega a que ...