11 abril 2009

Arejamentos

 


Já há algum tempo que tenho um blogue, e ainda há mais tempo que leio blogues.


 


São uma fonte inesgotável de informação, divertimento e irritação. Há blogues para todos os gostos, temáticos, políticos, artísticos, poéticos, fotográficos, colectivos e solitários.


 


Os blogues têm as qualidades e os defeitos de quem os escreve. Há alguns que a única coisa que fazem é expor a maledicência, o azedume, a petulância e a arrogância de quem se pensa maior que o mundo e deve ser muito infeliz.


 


Por isso fiz uma limpezazita à minha lista de links. Precisava urgentemente de arejamento.

 

Teatro com Cruzamentos

 


 


 


 


No Teatro Nacional D. Maria II, há Teatro com Cruzamentos (Projecto Teia).


 


Personalidades conceituadas de várias áreas profissionais são convidadas a darem uma “aula aberta”, criando uma relação entre o seu campo específico de estudo ou actividade e o teatro, na pluralidade de disciplinas que o TEATRO encerra. Profissionais de áreas tão diversas como a Estratégia Militar, a Medicina, o Direito, a Biologia ou a Política, mostram qual a importância que pode ter para o teatro a vitalidade dos discursos das Ciências e da Filosofia.


 


No Salão Nobre, às 18:30h: convidado - Prof. Dr. Alexandre Quintanilha - já no dia 21 deste mês.


 


 


 

Balance

 



(Sara Tavares)


 


Como vi dançar no Zimbabué

Quero também contigo gingar

Uma dança nova

Mistura de Semba com Samba

De Mambo com Rumba

Tua mão na minha

E a minha na tua


 


Balancê ye

Balança ya

Swinga para lá

Swinga pra cá ye


Balancê ye

Balança ya

Maria José

Swing no pé

Senão chega p'ra lá ye


 


Somos livres para celebrar

Somos livres para nos libertar

Como crianças brincando

Crianças sorrindo

Crianças sendo crianças... ah!

Como crianças brincando

Crianças sorrindo

Crianças...


 


Balancê ye

Balança ya

Swinga para lá

Swinga pra cá ye


Balancê ye

Balança ya

Maria José

Swing no pé

Senão chega p'ra lá ye


 


Adoro quando te deixas levar assim

Fechas os olhos e danças só para mim

Uma dança tua

Mistura de não vem que não tem

Com um sorriso porém que me diz que o teu desdém

É só a manhã de alguém

Que diz que vai mas que vem

Me engana que eu gosto


 


Balancê ye

Balança ya

Swinga para lá

Swinga pra cá ye


Balancê ye

Balança ya

Maria José

Swing no pé

Senão chega p'ra lá ye


 


Balancê ye

Balança ya

Swinga para lá

Swinga pra cá ye


Balancê ye

Balança ya

Maria José

Swing no pé

Senão chega p'ra lá ye

Esperas

 



(Clara Lieu: waiting 6


 


1.

Solene palavra inominada

dentro das veias pelos veios

solene dúvida persistente

nas dobras das mãos que fervem.


 


2.

Este sábado sabe a espera

feita de ansiedades caladas e prenúncio

de alegrias ou tristezas.

Qualquer que seja o mundo

este sábado é o suspiro anterior ao fim

ou ao início.


 


3.

Nem a luz se côa pelos teus olhos

deito-me no embalo da música

em suspenso.

 

10 abril 2009

Dor


 


Tens razão, não há palavras.

Historia de un amor

 



 


(Cigala - Historia de un amor)


 


Ya no estás más a mi lado, corazón

en el alma solo tengo soledad

y si ya no puedo verte

porque Dios me hizo quererte

para hacerme sufrir más


 


Siempre fuiste la razón de mi existir

adorarte para mí fue religión

y en tus besos yo encontraba

el calor que me brindaba

el amor, y la pasión


 


Es la historia de un amor

como no hay otro igual

que me hizo comprender

todo el bien, todo el mal

que le dio luz a mi vida

apagándola después

ay que vida tan obscura

sin tu amor no viviré...


 


Ya no estás más a mi lado, corazón

en el alma solo tengo soledad

y si ya no puedo verte

porque Dios me hizo quererte

para hacerme sufrir más


 


Es la historia de un amor

como no hay otro igual

que me hizo comprender

todo el bien, todo el mal

que le dio luz a mi vida

apagándola después

ay que vida tan obscura

sin tu amor no viviré...


 


Ya no estás más a mi lado, corazón

en el alma solo tengo soledad

y si ya no puedo verte

porque Dios me hizo quererte

para hacerme sufrir más


Y si ya no puedo verte

porque Dios me hizo quererte

para hacerme sufrir más

 

O despudor da fé

 


Estamos em época de reclusão, recolhimento e expiação, a fé mover-nos-á para as montanhas da descrença, mas no entretanto apieda-se e aquieta-se nos gestos, nas vozes, nos inúmeros actos de recato religioso.


 


Assim fazemos fé no próximo Santo, na palavra dos deputados e no despudor das servidoras desperfumadas do estado.


 


É Páscoa.

 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...