05 janeiro 2009

Votar e opinar

Neste blogue está a decorrer um concurso estranho e muito divertido, principalmente pelo deleite que é assistir à campanha eleitoral. Ainda não decidi o meu voto, mas não faltarei.


 


Há um novo blogue que promete delitos de opinião. Que venham eles para que os questionemos.


 

Até quando? (2)

Vale mesmo a pena ir lendo alguns posts sobre este assunto:


 


Como este (através do Água Lisa) e este.


 


Vale a pena saber exactamente o que se tem passado naquela área desde 1947, mas sem maniqueísmos nem manipulações. A realidade é muito mais complexa do que gostaríamos.


 


Adenda: também vale a pena ler este e este post, e seguir-lhe os links.


 

04 janeiro 2009

Boa noite, e boa sorte

Só ontem vi este filme, que eu saiba o primeiro realizado por George Clooney, sobre o terror e a caça às bruxas do Macartismo.


 


De uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.


 


Indispensável nestes tempos de espectáculo, superficialidade e falta de rigor informativo. O bom jornalismo faz a diferença. A recusa da demissão de princípios pode mudar alguma coisa.


 


 



 


 

O Jogo do Anjo

Tal como A sombra do Vento este livro devora-se. Está bem escrito e prende irremediavelmente o leitor.


 


A mistura entre as vidas das personagens e as vidas dos livros, as suas almas e os seus enredos, em que se insinuam o fantástico e o miserável, o livro tem tudo: amor e ódio, paixões, morte, anjos e demónios. A cidade de Barcelona é uma dos principais personagens, com os becos e ruelas, arquitectura e badalos de sinos, comerciantes, ladrões e polícias, numa amálgama tenebrosa com alguns laivos de santidade.


 


O autor mantém as referências do livro anterior, havendo como que uma continuidade entre as duas histórias, o que cria um elo subterrâneo com os leitores e deixando adivinhar outras continuidades.


 


Não foi uma novidade, não será eterno, mas é um excelente livro.


 



(autor: Carlos Ruiz Zafón)


 


 

Mensagem de Ano Novo

O último discurso do Presidente Cavaco Silva, ao contrário do que vaticinavam (esperavam) muitos comentadores, foi liso, cinzento, rígido e sem chama.


 


Disse o que todos já tinham dito, falou da verdade e do endividamento, da não resignação e dos agricultores, da falta de competitividade e do pequeno comércio.


 


Foi tão inócuo que agradou a todos. Foi tão descartável que as tentativas de interpretações de recados ao governo e às oposições são divertidíssimas.


 


Na verdade o Presidente só enviou um recado a si próprio, quando afirma que não se deve gastar tempo em querelas institucionais quando está em causa a gestão de uma situação de grande crise (permanente).


 


Enfim, 2009 segue-se a 2008 e antecede 2010.


 



 

Até quando? (1)

Por muito que se compreendam as motivações de Israel quando fala em defesa do território, quando fala em segurança dos seus cidadãos, a escalada de violência a que temos assistido, com uma semana de bombardeamentos e, agora, uma invasão terrestre, extrapolam em muito esses objectivos.


 


 


Que a própria Autoridade Palestiniana já tenha condenado o Hamas, que saibamos do pendor terrorista e ditatorial do Hamas, da sua mistura com a população civil, do seu fundamentalismo, não nos podemos esquecer que o Hamas ganhou as últimas eleições legislativas, que os observadores internacionais consideraram livres, tanto quanto numa situação daquelas se pode pensar e agir livremente.


 


A comunidade internacional está totalmente presa pela posição dos USA sempre apoiando Israel. A EU não existe como voz una, autorizada e com peso nesta ou noutras matérias, apelando ao bom senso e ao cessar-fogo, sem que ninguém a ouça.


 


Não sei se haverá solução para o conflito israelo-palestiniano. Independentemente das simpatias que cada um dos lados angaria, é impossível justificar uma tão desproporcionada reacção de Israel. De vítima passa a algoz, mesmo que descontemos a enorme propaganda a favor da causa palestiniana. Até quando?


 

02 janeiro 2009

Foi assim

 


Ontem, enrolada no sofá, com uma manta, a saborear o começo do ano, às 14:05h.


 



 


 


 


Ontem, sentada num explêndido lugar, embevecida, a ouvir, às 17:00h.


 



 


 


 


Começou bastante bem.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...