04 janeiro 2009

Boa noite, e boa sorte

Só ontem vi este filme, que eu saiba o primeiro realizado por George Clooney, sobre o terror e a caça às bruxas do Macartismo.


 


De uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.


 


Indispensável nestes tempos de espectáculo, superficialidade e falta de rigor informativo. O bom jornalismo faz a diferença. A recusa da demissão de princípios pode mudar alguma coisa.


 


 



 


 

9 comentários:

  1. Anónimo17:41

    Impossível evitar a comparação entre a coragem dum jornalista de corpo inteiro nos primórdios do jornalismo televisivo e a maioria dos invertebrados que por aí palpitam.
    Excelente filme.

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    1. Lamentavelmente este meu comentário saiu sof a forma de anónimo. Peço desculpa.

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    2. Obrigada JRD , pelos seus comentários atentos. Bom ano e bons filmes!

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  2. Não vi o filme. Pelo que diz tenho pena. Vai para a lista dos filmes a procurar (já agora, Sofia, poderia dar-nos o título ?)

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  3. José Carlos, o filme chama-se Good Night , and Good Luck .", foi realizado pelo George Clooney e estreou em 2006 (penso eu).

    Valeria a pena que os jornalistas ouvissem com atenção o discurso que começa e acaba o filme, feito pelo protagonista.

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  4. E haverá profissionais dignos do nome de jornalista, hoje em dia. É que vê-los saltar das redacções para assessorias das mais diversas, empresariais, politicas desportivas, não abona nada à qualidade dos profissionais do sector. Ainda à pouco tempo, para meu espanto vi um apresentador de telejornal como assessor de imprensa de uma grande empresa num evento. E quando voltar à profissão? será a mesma pessoa. Afinal falasse tanto de os políticos saírem para o mundo dos negócios, mas sobre a classe dos jornalistas, pouco ou nada se diz.

    Cara Sofia, quis a sorte bafejar-me com igual sorte que a sua. Também os meus dados pessoais começaram a circular nos blogues contra a avaliação. São os democratas de serviço, ao serviço da ditadura corporativa.

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    1. Ainda há jornalistas desse nome, e haverá sempre. Mas é difícil sobreviver a esta cultura da superficialidade e do entretenimento perpétuo, que anestesia as mentes.

      Quanto ao facto que refere é absolutamente inaceitável atacar as pessoas e divulgar dados pessoais pela blogosfera , apenas com o intuito de intimidar outros. Tem a minha total solidariedade.

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  5. A.Teixeira22:18

    Creio que se trata de um excelente filme, Sofia. Mas, a propósito do discurso de homenagem ao protagonista que o inicia e o encerra, fica-me a questão se ele não será um homem tão profético quanto vencido...

    Se ainda existe alguma preocupação com a necessidade daquela informação basilar, formativa, cívica que o protagonista pratica, não só na televisão como noutros meios de comunicação (como a blogosfera), existem muitas consequências práticas que possamos observar na realidade?...

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    1. Não sei, mas gosto sempre de pensar que se houver informação rigorosa, substancial, com intuito de tratar de assuntos importantes, poderá haver alguém que a ouça. E isso poderá ser importante. Se ela não existir ninguém terá acesso a ela.

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