Só ontem vi este filme, que eu saiba o primeiro realizado por George Clooney, sobre o terror e a caça às bruxas do Macartismo.
De uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.
Indispensável nestes tempos de espectáculo, superficialidade e falta de rigor informativo. O bom jornalismo faz a diferença. A recusa da demissão de princípios pode mudar alguma coisa.
Impossível evitar a comparação entre a coragem dum jornalista de corpo inteiro nos primórdios do jornalismo televisivo e a maioria dos invertebrados que por aí palpitam.
ResponderEliminarExcelente filme.
Lamentavelmente este meu comentário saiu sof a forma de anónimo. Peço desculpa.
EliminarObrigada JRD , pelos seus comentários atentos. Bom ano e bons filmes!
EliminarNão vi o filme. Pelo que diz tenho pena. Vai para a lista dos filmes a procurar (já agora, Sofia, poderia dar-nos o título ?)
ResponderEliminarJosé Carlos, o filme chama-se Good Night , and Good Luck .", foi realizado pelo George Clooney e estreou em 2006 (penso eu).
ResponderEliminarValeria a pena que os jornalistas ouvissem com atenção o discurso que começa e acaba o filme, feito pelo protagonista.
E haverá profissionais dignos do nome de jornalista, hoje em dia. É que vê-los saltar das redacções para assessorias das mais diversas, empresariais, politicas desportivas, não abona nada à qualidade dos profissionais do sector. Ainda à pouco tempo, para meu espanto vi um apresentador de telejornal como assessor de imprensa de uma grande empresa num evento. E quando voltar à profissão? será a mesma pessoa. Afinal falasse tanto de os políticos saírem para o mundo dos negócios, mas sobre a classe dos jornalistas, pouco ou nada se diz.
ResponderEliminarCara Sofia, quis a sorte bafejar-me com igual sorte que a sua. Também os meus dados pessoais começaram a circular nos blogues contra a avaliação. São os democratas de serviço, ao serviço da ditadura corporativa.
Ainda há jornalistas desse nome, e haverá sempre. Mas é difícil sobreviver a esta cultura da superficialidade e do entretenimento perpétuo, que anestesia as mentes.
EliminarQuanto ao facto que refere é absolutamente inaceitável atacar as pessoas e divulgar dados pessoais pela blogosfera , apenas com o intuito de intimidar outros. Tem a minha total solidariedade.
Creio que se trata de um excelente filme, Sofia. Mas, a propósito do discurso de homenagem ao protagonista que o inicia e o encerra, fica-me a questão se ele não será um homem tão profético quanto vencido...
ResponderEliminarSe ainda existe alguma preocupação com a necessidade daquela informação basilar, formativa, cívica que o protagonista pratica, não só na televisão como noutros meios de comunicação (como a blogosfera), existem muitas consequências práticas que possamos observar na realidade?...
Não sei, mas gosto sempre de pensar que se houver informação rigorosa, substancial, com intuito de tratar de assuntos importantes, poderá haver alguém que a ouça. E isso poderá ser importante. Se ela não existir ninguém terá acesso a ela.
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