Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos,
melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Andei bastante atarefada à procura do melhor Baltasar. Este é muito colorido, um pouco cubista. Os concorrentes são de respeito. Veremos. O júri decidirá.
É claro que estes cem mil visitantes nunca viriam cá tão depressa sem a publicidade gratuita que algumas pessoas têm estado a fazer, a propósito da noção de outras do que significa liberdade de expressão de pensamento.
Vi um pouco das prestações de Maria de Lurdes Rodrigues na Assembleia e dos representantes das bancadas do PCP, do BE, do PSD e do CDS. Aliás vi o que passaram nos telejornais de ontem. A avaliar por esses breves momentos a discussão deve ter sido pouco elevada.
O que, posteriormente, todos os órgãos de comunicação divulgaram foi o recuo da Ministra porque admitiu substituir este sistema de avaliação no próximo ano, caso se demonstrasse no terreno que era inexequível ou se surgisse outro modelo credível de avaliação, coisa que até à data não aconteceu.
Claro que ninguém se lembrou que no memorando assinado pelos sindicatos estava prevista uma comissão de acompanhamento do modelo, que faria as modificações e os ajustamentos que fossem necessários. Também ninguém se lembrou que só alguém muito estúpido é que não coloca a hipótese de mudar aquilo que está mal, quando se demonstra que está mal.
Por outro lado a TSF deu o mote do caso do dia: Santana Lopes acha que o governo está a esticar a corda com o Presidente para provocar eleições antecipadas. A falta de assunto é tal que Santana Lopes brilha sempre que abre a boca, nem que seja para dizer um disparate sem nome.
Nota: vale apena ler também o artigo de Fernanda Câncio, no DN de hoje, e este post do Valupi, no Aspirina B.