04 dezembro 2008

A crise no nosso contentamento

Afinal a crise é o melhor que nos podia acontecer! Quem pode duvidar?


 


Será que a crise foi uma estratégia bem sucedida de Sócrates para melhorar a economia portuguesa e devolver algum poder de compra aos depauperados cidadãos?


 


Mercado parcial

Nos últimos tempos tenho discordado quase a 100% com as posições de Manuel Alegre. Mas hoje partilho da sua indignação quanto ao processo pouco claro e de muito duvidosa inspiração socialista que levou à intervenção do Estado no BPP.


 


Aliás ninguém ainda conseguiu explicar exactamente a razão da premência do apoio. Todas as justificações que vão sendo dadas, uma a seguir à outra quando a primeira se demonstra ridícula, são estapafúrdias, dando a impressão de desculpas de mau pagador.


 


As leis do Mercado, aquela entidade sábia e abstracta que vogava e governava as economias, hoje em dia com a reputação pela lama, também se deveriam aplicar, para além das fábricas de sapatos e de têxteis, aos bancos que fazem a gestão das poupanças de alguns quantos pequenos e médios empresários (tal como Francisco Balsemão).


 


Além de que o risco sistémico e a vergonha nacional por essa Europa fora, resultante da falência de tão importante banco, são desconhecidos da própria Europa, a braços com falências e aflições financeiras bem mais importantes.


 


Pois é, bem fazia falta algum preconceito esquerdista nesta matéria. Mais espantosa ainda é a troca de papéis de alguns actores políticos. Paulo Portas também estava indignado pelo salvamento do BPP.


 


Vírus









Estamos rodeados de vírus por todo lado. Este deixou-me sem fala e sem ânimo. Dantes quando estávamos doentes ficávamos na cama a tentar ler e a dormir. Agora ficamos na cama e navegamos na internet.


 


Felizmente o vírus não me afectou os dedinhos.


 


03 dezembro 2008

A vitória da FENPROF e a derrota da Escola Pública

Não sei se a greve dos professores foi a maior de sempre mas foi seguramente a maior de que tenho memória e foi uma retumbante vitória da FENPROF. Basta ver que até o Ministério dá valores de adesão de 60%. Inegável.


 


Dito isto, e dito que è impressionante que Valter Lemos desvalorize esta histórica greve afirmando que apenas 30% das escolas fecharam, espero sinceramente que a Ministra e o governo não cedam.


 


Caso isso aconteça será uma retumbante derrota da escola pública e uma total demissão do dever do estado – o primar pela qualidade do ensino e pela qualificação dos seus profissionais, coisa que a FENPROF tem demonstrado à saciedade que é a mínima das suas preocupações.


 


Quantidade não é sinónimo de qualidade, portanto a histórica adesão não dá razão a quem a não tem. É obrigatório não ceder e implementar o modelo de avaliação do desempenho, melhorando-o naquilo que for necessário melhorar e adaptando-o à realidade de cada escola.


 


 


Adenda: um mail chamou-me a atenção de que eu não podia passar a mensagem de que todos os professores pertencem à FENPROF. Tem razão, não pertencem. Assim como acredito que a adesão à greve teve motivos variados para vários professores. Mas o que não podemos negar é que a FENPROF é o rosto mais visível e o motor desta contestação. Por isso me refiro à FENPROF. Mérito de Mário Nogueira, a verdade é essa.

02 dezembro 2008

Uma questão de imagens

Não consta que eu perceba algo de finanças. Mas gostava de perceber como é que o BPP, banco pequeno que geria fortunas, não era bem um banco onde as pessoas abrem contas para receber os ordenados, pagar as prestações da casa, as contas da água e da luz, etc., tem tanta importância para a imagem externa do país, tem tanta importância sistémica.


 


Pois a imagem interna que deu do país é que me preocupa, mesmo para consumo interno.


 


01 dezembro 2008

Dúvida


(Erato Tsouvala: lovers)


 


Se te amasse como me perguntas

sem tempo nem lume para mais

que não fosse o infinito abraço com que te olho

se te amasse mesmo que menos

que a dúvida com que olhas esse amor

líquido como o amor que de ti quero

se te amasse o suficiente

para que não perguntasses se te amo

seria certo que te não amava

tão profundamente como te amo.

Gracias a la Vida

 



(Violeta Parra)


 


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto

me dio dos luceros que cuando los abro

perfecto distingo lo negro del blanco

y en el alto cielo su fondo estrellado

y en las multitudes el hombre que yo amo.


 


Gracias a la Vida, que me ha dado tanto

me ha dado el oido que en todo su ancho

graba noche y dia grillos y canarios

martillos, turbinas, ladridos, chubascos

y la voz tan tierna de mi bien amado.


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto

me ha dado el sonido y el abedecedario

con él las palabras que pienso y declaro

madre amigo hermano y luz alumbrando,

la ruta del alma del que estoy amando.


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto

me ha dado la marcha de mis pies cansados

con ellos anduve ciudades y charcos,

playas y desiertos montañas y llanos

y la casa tuya, tu calle y tu patio.


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto

me dio el corazón que agita su marco

cuando miro el fruto del cerebro humano,

cuando miro el bueno tan lejos del malo,

cuando miro el fondo de tus ojos claros.


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto

me ha dado la risa y me ha dado el llanto,

así yo distingo dicha de quebranto

los dos materiales que forman mi canto

y el canto de ustedes que es el mismo canto

y el canto de todos que es mi propio canto.


 


Gracias a la Vida que me ha dado tanto.

 


 


A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...