(pintura de Vieira da Silva: le rayon bleu)
A criança na face enrugada
boca lambuzada de anos
olhos cansados de saber.
Já não salta o mundo
pela corda da ansiedade
escreve nos passos vagarosos
a ciência da espera
o alento da ternura
do nada.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(pintura de Vieira da Silva: le rayon bleu)
A criança na face enrugada
boca lambuzada de anos
olhos cansados de saber.
Já não salta o mundo
pela corda da ansiedade
escreve nos passos vagarosos
a ciência da espera
o alento da ternura
do nada.
I can't give you anything but love, baby.
That's the only thing I've plenty of, baby.
Dream a while. Scheme a while.
We're sure to find,
Happiness, and I guess
all those things you've always pined for.
Gee I'd like to see you looking swell, baby
Diamond bracelets Woolworth's doesn't sell, baby.
till that lucky day you know darn well, baby.
I can't give you anything but love.
Gee I'd like to see you looking swell, baby
Diamond bracelets Woolworth's doesn't sell, baby.
till that lucky day you know darn well, baby.
I can't give you anything but love.
(Sarah Vaughn)
Decidi reverter a moderação dos comentários. Não gosto que os comentários não sejam publicados de imediato, que não possam gerar de imediato controvérsia e discussão. É mesmo para isso que eles servem.
Por isso, em vez da moderação, eliminarei, pura e simplesmente, aqueles que achar indecorosos e insultuosos, que não acrescentem nem tenham nada de interessante a dizer.
Quem não gostar tem uma solução muito simples: não vem cá.
Quando se tem ideias sobre como fazer as coisas, qual o caminho a seguir, sobre algumas regras básicas e inquebráveis, independentemente das turbulências que possam acontecer, fica-se sempre espantado com as pedras que se levantam e que rolam pelas encostas dos acontecimentos, esmagando folhas, arrastando detritos e levantando poeira.
Será que os caminhos ficam mais visíveis e desimpedidos? O que nos leva a continua e obsessivamente tentar alinhar o desalinhado, tentar viver coerentemente e fazer o que sempre se pensou como certo, na altura em que se tem oportunidade para tal?
No entanto as dúvidas sobram e quase esmagam as certezas. Não há segurança que resista às dificuldades e depois perguntamo-nos – será que as razões não são essas, as premissas estão erradas, a visão se distorceu?
Como vislumbrar a claridade no meio translúcido e nas cortinas que se vão interpondo entre a ideia e a realidade? Será melhor manter a estrutura com receio que o movimento a altere, a perigue, ou mesmo a destrua?
Ou será que a estrutura não tem condições para se aguentar e que desabará, a qualquer instante, sobre as cabeças de quem se abriga dentro dela?
(pintura de Robert Goodman: tornado)
Como era de esperar todos os que ates diziam que a Ministra da Educação deveria ceder e recuar, que isso era prova de maturidade política, vêm agora dizer que o recuo e a cedência de Maria de Lurdes Rodrigues demonstra a fragilidade dela e que não tem mais condições para continuar.
Como era de esperar, as enormes dificuldades burocráticas e reuniões processuais demoradas, aliadas às críticas a vários pontos do modelo de avaliação de desempenho, reconhecidas como erros técnicos pela Ministra, não foram suficientes para acalmar a FENROF e os restante sindicatos.
Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao facto de os sindicatos dos professores não quererem qualquer tipo de avaliação e procurarem a demissão da Ministra?
Patético foi ver o contorcionismo de Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo, defendendo que a Ministra não podia cair pela acção dos sindicatos e conseguindo não condenar o pedido de Manuela Ferreira Leite para a suspensão da avaliação.
O caso do BPN está a revolver águas turvas no meio da elite político-económica do nosso país.
Não percebo porque é que o PS inviabilizou a audiência de Dias Loureiro do Parlamento. Se bem que, se isto é um caso de polícia, o parlamento não deveria ser um braço do poder judicial. Mesmo assim, acho estranho.
Menos estranho mas mais caricato, deverei mesmo dizer com um descaramento inacreditável, é o pedido de garantia para um empréstimo de 750 milhões de euros, feito pelo BPP. É mesmo à cara podre!
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...