22 novembro 2008

Nada

 



(pintura de Vieira da Silva: le rayon bleu)


 


A criança na face enrugada

boca lambuzada de anos

olhos cansados de saber.


 


Já não salta o mundo

pela corda da ansiedade

escreve nos passos vagarosos

a ciência da espera

o alento da ternura

do nada.

7 comentários:

  1. Gostei muitíssimo. Espelha talvez um pouco a perda da nossa ingenuidade, imprescindível em doses certas, mas está uma maravilha.

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  2. Belo quadro e uma poesia sofrida...
    Bem-haja

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  3. Anônimo00:46

    Cliché e lugares comuns má poesia

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  4. Anibal Borges21:27

    Gostei Imenso .

    A.B.

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  5. Gostei do poema.
    Duro, mas gostei.

    Beijo

    Boa semana

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  6. Cristina Loureiro dos Santos23:48

    Muito, muito bom, Sofia!
    Mas um pouco denso :(

    Beijinhos.
    Cristina Loureiro dos Santos

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  7. Obrigada pelas palavras simpáticas e pelas antipáticas. Não se pode agradar a todos.

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