(Vivaldi - Sabat Mater)
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(aguarela de Graham Swain)
Há momentos
em que a terra respira superficialmente
guarda gotas do suor dos tempos,
nessas mesmas horas em que adormecemos
e a desilusão se extingue
nas carícias que trocamos.
(aguarela - preto e branco - Roger Hayward)
Vamos perder-nos
por dentro do deserto
que abrimos
entre as pedras do amor
que percorremos
vamos perder-nos
no labirinto em
que nos vislumbramos
pelos passos pelos erros
pelos momentos
dos sublimes encontros.
poema de Inês Torres
pintura de Braddy Romero Ricalde: the poet's dream
Não entendo a minha natureza de poeta,
nem me sei categorizar nessa condição.
Devo ser poeta das estrelas ou das coisas,
dos dias ou talvez dos sonhos, ou das árvores de outono.
Não sei bem.
Se calhar nem sou poeta,
sou só e sou sozinha.
E isso faz-me escrever.
((poema de Gabriel Celaya)
La vida que murmura. La vida abierta.
La vida sonriente y siempre inquieta.
La vida que huye volviendo la cabeza,
tentadora o quizá, sólo niña traviesa.
La vida sin más. La vida ciega
que quiere ser vivida sin mayores consecuencias,
sin hacer aspavientos, sin históricas histerias,
sin dolores trascendentes ni alegrías triunfales,
ligera, sólo ligera, sencillamente bella
o lo que así solemos llamar en la tierra.
Quem não tem memória, não tem história
Em 14 de Janeiro de 1975, o PCP convocou uma manifestação em defesa da unicidade sindical. Nesse dia, em comunicado, a Comissão Política do CC do PCP, escrevia:
A manifestação convocada pelo PCP encheu as ruas de Lisboa. Em resposta, a 16 de Janeiro, num comício do PS, Salgado Zenha, não se atemorizou e enfrentou a «rua», afrontando a unicidade sindical, a qual não foi consagrada na lei, como «a vontade do povo democraticamente manifestada» exigia. Naqueles dias, dizer, como Manuel Alegre diz hoje, «não se pode tapar os ouvidos aos protestos» tinha sido fatal para a democracia. E o ontem e o hoje podem não ser muito diferentes. Sejamos claros, se alguém mudou não foi o PCP.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...