12 outubro 2008

A importância de Obama

Multiplicam-se os vídeos sobre o fundamentalismo dos apoiantes de John McCain, assim como a defesa que o próprio McCain faz de Obama, na tentativa de separar a sua posição como político candidato à presidência dos Estados Unidos, da posição da ala mais conservadora, racista e xenófoba dos EUA.


 


Estou convencida (e espero!) que toda esta instabilidade financeira que alastra pelo mundo só abrandará se os americanos elegerem Barack Obama. O descrédito e a ruinosa administração de Bush, que contaminaram a confiança dos cidadãos europeus, desregulando ainda mais a sua própria economia, nomeadamente com o esforço despendido nas várias guerras que alimentam, só acabará se houver uma mudança e uma renovação política dos dirigentes americanos.


 


Para bem dos EUA e do resto do mundo, espero que seja Barack Obama a ganhar as eleições.


 


11 outubro 2008

Ana Gomes

É muito engraçado ouvir os sisudos falar de Ana Gomes, da incendiária e tonta, revolucionária e estridente Ana Gomes. Eu própria já o fiz.


 


Mas aí está o escândalo de Guantanamo, as tibiezas do governo, as meias palavras, o varrer para baixo do tapete.


 


Parabéns à esdrúxula Ana Gomes, que demonstra à evidência que, apesar de se ter institucionalizado que as comissões, direcções de órgãos políticos, de associações de pendor corporativista ou outro existem para arrastar, adiar e não resolver, há sempre algumas pessoas que não se conformam, mesmo correndo o risco de serem ridicularizadas pela sua verticalidade.


 


Coerência? Há muitos tipos de coerência e aquela que reconhece que erra e volta atrás mas que luta por ideias é nobre, mesmo que os sisudos declarem o contrário. Inclusivé eu mesma.


 


Da crise

A crise está para durar. De repente, parece que todos tomaram consciência de que o consumismo desenfreado e sem objectivo é pernicioso. De repente descobrem-se virtudes e deveres no Estado insuspeitados para determinados pensadores políticos. De repente tomou-se consciência de que a economia deve estar ao serviço da política e não o contrário.


 


É verdade que sem crédito fácil e a baixos juros, uma multidão de pessoas não teria tido acesso a determinados bens que hoje consideramos indispensáveis a uma vida condigna.


 


Teremos que reequacionar o que é indispensável a uma vida condigna. As nossas prioridades deverão voltar-se outra vez para a essência e reconhecer o efémero, o superficial, o excesso.


 


Politicamente pode aproveitar-se este momento de crise para debater as funções do Estado, para que serve, que serviços deve assegurar, com deve ser o cimento que ampara a dignidade dos cidadãos.


 


Também convinha reequacionar o que se entende por União Europeia. Quem faz parte da dita? Quem elegeu o G4, o G8, qualquer G? Porque não há ainda uma declaração conjunta dos órgãos institucionais europeus, porque não há garantias para todos os países, assumidas pelo BCE?

Grau zero reeditado


 


 


É difícil, se não mesmo impossível, fazer pior que os deputados do PS, nomeadamente o seu grupo parlamentar, mais especificamente Alberto Martins.


 


As voltas e reviravoltas de uma opinião que é e não é, que não mas que sim, a triste figura de quem não percebe o ridículo em que faz cair a dignidade da própria Assembleia, faz corar de vergonha.


 


Por estas e por outras é que há um grande afastamento entre os cidadãos e os seus representantes, cujo estatuto de enguia é repugnante.


 


Valha-nos ainda Manuel Alegre. Felizmente, a ele ninguém o cala.

08 outubro 2008

O hábito

A falta de nível de Zita Seabra  RTPN, agora, desvalorizando as medidas do governo, dizendo que devemos copiar os governos europeus mas depois sem dizer quais, é de uma inacreditável aridez.


 


Na verdade parece que ninguém sabe exactamente o que fazer. A nós, apreensivos cidadãos do mundo, temos medo que nos falte o dinheiro para a nossa vidinha quotidiana, não percebemos nada da bolsa, de activos ou de crashs, e apenas nos perguntamos se deveríamos reeditar os colchões com mealheiros.


 


Uma coisa eu aprendi com o filme "It's a Wonderful Life" de Frank Capra. Não devemos ir a correr levantar o dinheiro do banco, em pânico, como se não houvesse outra solução. De resto continuemos, dia a dia, tentando não descompensar porque até com este medo a gente se há-de habituar.

Acordar


(pintura de Snadi Miot: awakening)


 


Hoje lembrei-me nitidamente

do que faltou desses dias

em que sonhávamos o mundo

até que o mundo

nos acordou.

07 outubro 2008

Bancarrota

Hoje ouvi várias vezes o tom perplexo e preocupado de uma colega:


- O Zapatero disse que a Espanha entrou em recessão!


 


à qual respondi as mesmas vezes com o mesmo tom preocupado e perplexo:


- E a Islândia está à beira da bancarrota!


 


A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...