09 maio 2008

Futebolês

O telejornal da RTP1 fala, há longuíssimos minutos, de uma forma séria e circunspecta, de futebol, de Pinto da Costa, de pontos que se tiram, de Valentim Loureiro, etc. E estão lá vários comentadores e jornalistas, a discutirem todo este tão importante problema, em que se fala de coragem e de batalha jurídica.


 


Isto no dia em que Cavaco Silva ratificou o Tratado de Lisboa, aquela chinesice que não tem interesse nenhum, que não é compreensível para o cidadão comum, ou para o adepto comum, segundo outro comentador de que desconheço o nome.


 


Enfim, estamos de fim-de-semana.

08 maio 2008

Na obscuridade

Tenho estado sem internet, portanto não tem sido possível postar. É incrível como a internet se tornou uma necessidade tão absoluta como o telefone, ou mesmo a electricidade. Ontem se por acaso não tivesse gravado umas imagens numa pen, não teria feito um trabalho para hoje de manhã.


 


Não é uma obsessão de José Sócrates. A internet é o futuro no trabalho, nas comunicações, no conhecimento e informação, e em tantos outros domínios que nem desconfio.


 


Enfim, hoje o cansaço vence-me.



 

04 maio 2008

Desempregos colectivos de mulheres

Mas nem por no se ter qualquer solução a curto prazo, a sociedade , nós todos, devemos deixar de olhar para cada um destes desempregos colectivos de mulheres sem a preocupação de vermos e sentirmos a devastação que ele tem por trás , o atraso social que isto significa para Portugal. Estas mulheres não vão educar os seus filhos da mesma maneira , vão reproduzir melhor o Portugal antigo do que preparar o novo. Elas sentem que falharam, tinham algumas ilusões que perderam. Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas.


 


Vale a pena ler a totalidade deste excelente texto de José Pacheco Pereira, no Abrupto.

Acerto


(pintura de Susilowati: simple painting of mother and chlid)


 


Acerto o passo pelo teu, mãe.
Mesmo que perdida nas dobras do passado
aqui te espero na borda do presente.

Acerto o carinho pelo espaço que ocupas, mãe.
Mesmo que nas sobras dos sorrisos passageiros
aqui te espero no silêncio do amparo.

Mães

Todos os dias te rendo homenagem, minha mãe, e ela engrandece diariamente desde o dia em que alguém me chamou, pela primeira vez, mãe.


 



(pintura de Graça Morais)

Afastamentos

Vários motivos que, nos últimos dias, afastaram os jovens, as crianças, os adultos, os idosos, enfim, todas as faixas etárias, dos políticos e da política:




  1. Discussão dos horários dos hipermercados, com as consequentes declarações dos seus detractores – defesa da família e defesa… não se sabe bem de quê.



  2. A preocupação do Presidente da República com a criminalidade violenta.



  3. A afirmação de que o PSD é de centro-esquerda.



  4. A telenovela do caso Maddie.



  5. O salário (o mínimo) declarado ao fisco por 6 mil gerentes e directores de empresas.



E muitas outras que agora me falham…

Intervenção pela música

A música clássica como libertadora e como programa de reconversão social da pobreza, da delinquência, da solidão, do ciclo vicioso dos excluídos e dos marginalizados, num país como a Venezuela.

Completamente surpreendida, através da excelência de conteúdos do 60 minutos, tomei conhecimento de um programa governamental, El Sistema, que existe desde 1975, fundado por um economista e amador de música (José António Abreu), que consiste em proporcionar às crianças habitantes dos bairros mais pobres do país o ensino da música clássica, desde a mais tenra idade. Neste momento há várias orquestras que actuam no mundo inteiro, e que são o refúgio e a garantia de um modo de vida alternativo para quem tinha por destino o crime, a exclusão e a pobreza.

Como é possível que uma coisa tão simples possa fazer a diferença? Quando é que os nossos governantes se convencem que o ensino da música, a sério, desde o infantário, o ensino da escrita da música, do solfejo, de um instrumento, do treino, da disciplina, do trabalho a que obriga a música, faz transcender a alma para o que há de belo e de criativo em todos nós, que o alimento para a beleza e para a harmonia é o cimento de uma sociedade mais justa e mais fraterna?

Convinha que a nossa Ministra da Educação, que os nossos mecenas, que os nossos políticos, que a nossa sociedade civil meditassem neste exemplo e que a música fosse incluída nos curricula escolares como elemento primordial da educação pública em Portugal.


 



(Orquestra Sinfónica Simón Bolívar)

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...