04 maio 2008

Desempregos colectivos de mulheres

Mas nem por no se ter qualquer solução a curto prazo, a sociedade , nós todos, devemos deixar de olhar para cada um destes desempregos colectivos de mulheres sem a preocupação de vermos e sentirmos a devastação que ele tem por trás , o atraso social que isto significa para Portugal. Estas mulheres não vão educar os seus filhos da mesma maneira , vão reproduzir melhor o Portugal antigo do que preparar o novo. Elas sentem que falharam, tinham algumas ilusões que perderam. Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas.


 


Vale a pena ler a totalidade deste excelente texto de José Pacheco Pereira, no Abrupto.

1 comentário:

  1. Concordo com a parte do texto que ressalva. Mas já há muito que não via a acutilância de Pacheco Pereira tão afinada. O texto é muito rico e a sua descontrução permite encontrar muitas ideias interessantes do ponto de vista político como sociológico.
    Então a alusão divinal aos "direitistas, antigos fascistas ou "situacionistas", pelos vistos não é, porque ninguém os acusa de estarem presos psicologicamente ao seu passado, bem pelo contrário podem ser democratas sem mancha e sem memória". Ressuscitando uma antiga pecha da nossa democracia: integrar quem sempre se recusou em viver em Liberdade. Mas já não vale acertar contas com o passado. Sempre fomos gente ordeira. Quer dizer disseram-nos que fomos. Mas nunca se sabe.

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