Lê-se a correr, de fio a pavio, e fica-se à espera da continuação. Uma história que tem de tudo, muito bem contada.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Lê-se a correr, de fio a pavio, e fica-se à espera da continuação. Uma história que tem de tudo, muito bem contada.
Há realmente muitos assuntos agoniantes, em termos políticos, sociais, económicos e o mais que nos lembrarmos. Mas há aspectos que chegam a ser embaraçosos de tão humilhantes. E que tal esta agonia, Dr. Luís Filipe Menezes?
Enrolo tapetes mas não sei por que porta entrar. Ou que porta abrir. Se fizer colecção de cabelos talvez previna os cinzentos, mais que os brancos.
Deveriam ser logo brancos, sem rituais de passagem por cinzento ou outras cores baças e imóveis.
Dia eterno e invencível, aquele em que não encontramos certezas, aconchegos chá morno e silêncio cúmplice. Lá fora as folhas rodopiam antes de nos bater na cara. É melhor cá dentro, antes que a porta se abra, atrás da porta bem fechada.
Enrolo os tapetes e sento-me sem decidir qual deve permanecer com as marcas de quem por cá passou.
Talvez a razão primeira tenha sido a alteração da hora. Quando me levantei, lentamente porque devemos honrar as manhãs de Domingo, já eram quase horas de almoçar.
Ou seja, o meu dia precipitou-se em direcção à recuperação das funcionalidades horárias, mas sem tempo de o fazer. Tudo transladado para mais tarde, o café da manhã sem jornais, o almoço tardio sem café, a peregrinação semanal ao supermercado à velocidade da luz, arranquei com o TomTom totalmente preparado para a Rua do Açúcar, no Poço do Bispo, para assistir à penúltima representação de Lisboa Invisível, no Teatro Meridional.
Mas não contei com os maus augúrios astrais, com as ventanias em sentido contrário, e muito menos com as obras na zona ribeirinha de Lisboa, por alturas do Rossio, que levou a grandes enchentes de carros parados preguiçosamente em filas descomunais, com o TomTom desesperadamente a dizer-me para virar aqui e acolá, com as ruas fechadas e os Polícias a desviarem para círculos viciosos e concentrados de autocarros.
É claro que já não fui a tempo. Desliguei o TomTom e regressei a casa, onde cheguei mais de uma hora depois de ter partido.
Pelo caminho, enquanto irritadamente esperava nas filas, fui olhando e reparando que todos os cafés daquela zona da Baixa estão fechados, num Domingo, e que as ruas estão desertas de pessoas a pé, pois os turistas estão dentro dos autocarros panorâmicos.
O tão falado comércio tradicional não se adapta aos novos tempos e por isso morre. E morre também o centro de Lisboa.
Enfim, não se pode dizer que tenha sido uma bela tarde dominical.
Será que alguém quer esclarecer a veracidade destas peculiares e extraordinárias declarações de António Borges?
A cesariana é um acto médico que tem indicações precisas e, como qualquer acto médico, tem contra-indicações e riscos, para a mulher e para a criança.
Transformá-la numa alternativa a pedido é contrário à boa prática e à ética médica. Tanto no SNS como em qualquer Clínica ou Hospital privado.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...