Enrolo tapetes mas não sei por que porta entrar. Ou que porta abrir. Se fizer colecção de cabelos talvez previna os cinzentos, mais que os brancos.
Deveriam ser logo brancos, sem rituais de passagem por cinzento ou outras cores baças e imóveis.
Dia eterno e invencível, aquele em que não encontramos certezas, aconchegos chá morno e silêncio cúmplice. Lá fora as folhas rodopiam antes de nos bater na cara. É melhor cá dentro, antes que a porta se abra, atrás da porta bem fechada.
Enrolo os tapetes e sento-me sem decidir qual deve permanecer com as marcas de quem por cá passou.
Enrole-os sem problemas, Sofia. Quando voltar a estendê-los verá que as marcas de quem "valeu a pena ter passado" são absolutamente indeléveis.
ResponderEliminarComentário feito por puro acaso e porque já tenho muitos dos tais brancos...
Obrigada, poetaporkedeusker, volte sempre.
EliminarTambém tu tens desses dias invencíveis em que nada nos conforta e nada constitui uma certeza absoluta...
ResponderEliminarO que vale é que amanhã, provavelmente, já desenrolarás todos os tapetes e apreciarás (talvez de forma diferente) todas as marcas.
Beijos
É verdade, todas as marcas são importantes.
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