14 novembro 2007

A retaliação

O acenar da prepotência do rei de Espanha pelos resquícios do colonialismo é ridículo. A Venezuela tornou-se independente na primeira metade do século XIX, portanto já teve tempo de se curar dos desmandos do colonialismo espanhol.

A retaliação de Hugo Chávez à impaciência e irritação de Juan Carlos não se fez esperar. Se agora se ameaçam as empresas espanholas, avisando que serão mais fiscalizadas, será que amanhã não poderá chegar a vez dos cidadãos espanhóis?

13 novembro 2007

Múltiplas campanhas

Está em curso uma enorme campanha de desacreditação do estudo da CIP, que defende Alcochete como a melhor localização para o novo aeroporto, segundo diz Francisco van Zeller, e que terá sido Mário Lino que mandou a RAVE destruir o estudo científico que cientificamente demonstra que é tudo muito melhor em Alcochete.

Ninguém se deu foi ao trabalho de desmentir o que a RAVE disse sobre o traçado do TGV, sobre a perda de passageiros e as incorrecções técnicas das pontes.

Por isso é que me assalta a dúvida de quem terá creditado o estudo da CIP. Terá sido Francisco van Zeller? Mais interessante é a descredibilização do LNEC, que parece que já se iniciou, mesmo antes desse organismo se pronunciar.

O mistério da digitalização de Portas

Paulo Portas terá, alegadamente, mandado digitalizar 62000 documentos, uma semana antes das eleições.

Como Paulo Portas justificou esse seu extraordinário acto com o fim de guardar notas pessoais, algumas hipóteses devem ser analisadas:
  1. Durante essa semana, Paulo Portas passou todos os segundos a escrever e a digitalizar notas pessoais – 8857.14 notas pessoais por dia, 369.04 notas pessoais por hora, 6.15 notas pessoais por minuto;
  2. Paulo Portas digitalizou as notas pessoais todas que escreveu desde que nasceu, durante essa semana;
  3. Paulo Portas receava que não houvesse mais digitalizadores fora do Ministério da Defesa;
  4. Paulo Portas vendeu todos os digitalizadores do país para angariar fundos para a compra dos célebres submarinos;
  5. Paulo Portas estava a coligir segredos para se transformar num agente secreto;
  6. Paulo Portas estava possuído.

Sugere-se a constituição de uma comissão de inquérito para apurar urgentemente as circunstâncias deste mistério, que ultrapassou em muito os mistérios das aparições da Virgem, em Fátima, pois é mais difícil escrever 6,15 notas pessoais por minuto do que se empoleirar numa árvore.

11 novembro 2007

Pasión

No, no digas que yo me muero
Amor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino

Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos

Tengo un corazón ganando
Yo sé que vos me estas escuchando
Con mis lagrimas te quiero
Pasión, sos mi amor sincero

Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos


(Rodrigo Leão: pasión)

¿Por qué no te callas?

Já vi o excerto da cimeira ibero-americana sobre a irritação de Juan Carlos, face ao destempero e má educação de Hugo Chávez. Aqueles que tanto falam de democracia e liberdade de expressão, negam a liberdade do mais alto representante do estado espanhol se indignar publicamente, quando um dos seus governantes é publicamente enxovalhado.

Tudo em abono da sã convivência hipócrita e da pseudo-democracia, tão caras a certos comentadores.

Sou republicana e a ideia de monarquia é, para mim, um anacronismo. Mas dizer que Juan Carlos deveria ter estado calado porque não tem a legitimidade do voto espanhol é totalmente descabido. Tem a legitimidade que lhe vem de uma constituição sufragada democraticamente, já para não falar do facto de ter sido um elemento importantíssimo na construção da democracia espanhola.

Apatia e desinteresse

A discussão do orçamento do estado para 2008 não aconteceu. Penso que a única pessoa que acreditou que se iria discutir alguma coisa foi mesmo Santana Lopes.

Foi triste, pobre e folclórico, com as frases mais bombásticas a serem repetidas até ao infinito pelas televisões, mas nem chegaram a desencadear qualquer reacção.

Apaticamente tudo foi recebido com o desinteresse do costume, até as maravilhosas novidades sobre o cheque dentista, a inclusão da vacina do colo do útero no PNV e o apoio à PMA.

Tudo cheira a pouco sério. Medidas para calarem as vozes da oposição, sem vontade, sem convicção, sem brilho.

Onde está a ideologia? É verdade que o governo lá vai apresentando resultados, mas a motivação e a esperança das pessoas não existe.

E não é Sócrates com a sua voz de comando, nem Manuel Alegre com a sua permanente crítica, às vezes balofa, nem Santana Lopes, o exemplo da vacuidade, nem ninguém.

Falta alegria à nossa vida política.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...