Lugar onde o silêncio é azul e a claridade uma melodia.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
22 outubro 2007
Pinto Monteiro e os media
O Procurador Geral da República incendiou a comunicação social de propósito ou incidentalmente?
Se foi propositado não percebo o objectivo.
Se foi sem querer, será que temos um irresponsável com esta responsabilidade toda?
20 outubro 2007
Carta
E que tal pensar nisso?
Seria muito interessante que o Ministro da Saúde aproveitasse o relatório da auditoria ao SIGIC para rentabilizar mesmo os hospitais e centros de saúde, para aumentar os tempos dos blocos operatórios, fidelizar os funcionários ao seu local de trabalho e acabar com a promiscuidade entre o público e o privado.
Como se deduz do relatório, o tempo de espera para cirurgia diminuiu à custa de uma gestão centralizada e informatizada das listas de espera, pois o acesso ao sistema não melhorou, não houve aumento de produtividade das unidades hospitalares, nem individualmente dos cirurgiões, tendo os custos aumentado na fase inicial e reduzido numa fase posterior, não parecendo ter havido quaisquer ganhos.
Seria também muitíssimo interessante que o Bastonário da Ordem dos Médicos, em vez de invectivar o Ministro por causa da alteração do código deontológico para que os cumpridores da lei não fossem penalizados pela sua ordem profissional, ou sobre o inacreditável argumento da diminuição da produtividade médica pela implementação de um sistema biométrico de controlo de assiduidade, se preocupasse com a defesa e remodelação das carreiras médicas, pilares fundamentais da qualidade de prestação médica no nosso país.
Com a alteração dos vínculos de trabalho e de relação laboral entre os médicos e o seu empregador Estado, é indispensável que a Ordem dos Médicos se sente com o Ministério, com os sindicatos e com outras estruturas representativas da classe para regular e remodelar os graus da carreira, a atribuição de graus, as funções de cada grau, porque será ela, a Ordem, o tronco comum da formação médica, pré e pós graduada.
As unidades privadas de saúde devem ter, tal como as públicas, garantia de poder contratar médicos com qualidade e em contínua formação, assim como os médicos que trabalham para as unidades privadas devem ter assegurados os seus direitos a formação contínua e progressão na carreira. Para além disso, é necessário repensar o treino de especialistas, nomeadamente a idoneidade formativa dos serviços ou grupos de serviços.
Essas são preocupações que têm directa repercussão na saúde das populações. E que tal pensar nisso?
Como se deduz do relatório, o tempo de espera para cirurgia diminuiu à custa de uma gestão centralizada e informatizada das listas de espera, pois o acesso ao sistema não melhorou, não houve aumento de produtividade das unidades hospitalares, nem individualmente dos cirurgiões, tendo os custos aumentado na fase inicial e reduzido numa fase posterior, não parecendo ter havido quaisquer ganhos.
Seria também muitíssimo interessante que o Bastonário da Ordem dos Médicos, em vez de invectivar o Ministro por causa da alteração do código deontológico para que os cumpridores da lei não fossem penalizados pela sua ordem profissional, ou sobre o inacreditável argumento da diminuição da produtividade médica pela implementação de um sistema biométrico de controlo de assiduidade, se preocupasse com a defesa e remodelação das carreiras médicas, pilares fundamentais da qualidade de prestação médica no nosso país.
Com a alteração dos vínculos de trabalho e de relação laboral entre os médicos e o seu empregador Estado, é indispensável que a Ordem dos Médicos se sente com o Ministério, com os sindicatos e com outras estruturas representativas da classe para regular e remodelar os graus da carreira, a atribuição de graus, as funções de cada grau, porque será ela, a Ordem, o tronco comum da formação médica, pré e pós graduada.
As unidades privadas de saúde devem ter, tal como as públicas, garantia de poder contratar médicos com qualidade e em contínua formação, assim como os médicos que trabalham para as unidades privadas devem ter assegurados os seus direitos a formação contínua e progressão na carreira. Para além disso, é necessário repensar o treino de especialistas, nomeadamente a idoneidade formativa dos serviços ou grupos de serviços.
Essas são preocupações que têm directa repercussão na saúde das populações. E que tal pensar nisso?
19 outubro 2007
Esquizofrenia política
Mesmo com cepticismo em relação ao que resultará do Tratado de Lisboa, não posso deixar de considerar uma vitória do governo, do Ministro dos Negócios Estrangeiros e de José Sócrates, o acordo alcançado para a assinatura do Tratado.
Outro assunto é a sua ratificação. Sócrates prometeu o referendo em campanha eleitoral; nos últimos tempos tentado recuar, com receio que o resultado do referendo seja desfavorável, estando aliás em acerto com o Presidente da República.
Muitas vozes se têm levantado contra o abandono do referendo, entre as quais a de Pacheco Pereira.
Qual não é o meu espanto ao ler um post do mesmo Pacheco Pereira, em que numa retorcida teoria acaba por afirmar que até pode ser que Sócrates avance para o referendo para ter ganhos políticos internos, denegrindo a posição que ele, Pacheco Pereira, sempre defendeu.
Portanto, para Pacheco Pereira, se Sócrates não quiser referendar está mal, pois desrespeita o povo que o elegeu, diminui a democracia e afasta os cidadãos dos governantes; se Sócrates referendar também está mal, porque o faz apenas e só porque daí tirará dividendos políticos internos, ganhando pela dúbia posição do PSD.
Pacheco Pereira entrou em delírio, em plena esquizofrenia (ou desonestidade?) intelectual.
Outro assunto é a sua ratificação. Sócrates prometeu o referendo em campanha eleitoral; nos últimos tempos tentado recuar, com receio que o resultado do referendo seja desfavorável, estando aliás em acerto com o Presidente da República.
Muitas vozes se têm levantado contra o abandono do referendo, entre as quais a de Pacheco Pereira.
Qual não é o meu espanto ao ler um post do mesmo Pacheco Pereira, em que numa retorcida teoria acaba por afirmar que até pode ser que Sócrates avance para o referendo para ter ganhos políticos internos, denegrindo a posição que ele, Pacheco Pereira, sempre defendeu.
Portanto, para Pacheco Pereira, se Sócrates não quiser referendar está mal, pois desrespeita o povo que o elegeu, diminui a democracia e afasta os cidadãos dos governantes; se Sócrates referendar também está mal, porque o faz apenas e só porque daí tirará dividendos políticos internos, ganhando pela dúbia posição do PSD.
Pacheco Pereira entrou em delírio, em plena esquizofrenia (ou desonestidade?) intelectual.
18 outubro 2007
Agulhas
Na tua direcção
Apetece-me um armário vazioestranho saber de pedras
de perdas de raízes.
Apetece-me uma grande mesa
sem forma um vidro
frágil colorido.
Apetece-me na tua boca
areia do tempo
algas eternas.
Apetece-me no teu corpo
mapas sinais
roda do mundo.
Na tua direcção.
(Steele Wrought Iron & Custom Metal Art: greentable)
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