Há valores, hoje em dia, que são totalmente diferentes do que existiam há 20, 40, 80 anos. A sociedade mudou, à custa de novas descobertas científicas, de novos relacionamentos entre os povos, de novos valores, nomeadamente os valores de igualdade racial, respeito pelas minorias e protecção dos mais fracos, assim como na educação das crianças.Mas as mudanças não deverão levar à extinção do que agora se considera incorrecto. A pseudo-moralização que tomou conta da nossa sociedade é ridícula e muito preocupante.
Desde os cartoons de Maomé, à substituição do cigarro de Lucky Luke e, mais recentemente, às reacções a um vídeo promocional europeu que colecciona fragmentos de cenas de orgasmos de um conjunto de filmes, e agora à proibição de colocar o álbum de banda desenhada Tintim no Congo nas prateleiras de livros para crianças, após a declaração da Commission for Racial Equality, no Reino Unido, de que este álbum é altamente ofensivo pelos estereótipos raciais que demonstra, que se tem assistido ao império do pensamento único, da educação única, da moralidade única, do conceito artístico único, tudo com a pretensão de nos proteger e guardar de maus pensamentos, palavras e actos.
É difícil compreender tanto obscurantismo, tanto preconceito e tanta ignorância. Felizmente, nem toda a gente se rendeu à idiotia pseudo-correcta e pseudo-igualitária.
Esperemos que o bom-senso prevaleça.
(agradecimentos ao Corta-fitas)




