16 junho 2007

Velha Infância


(Tribalistas)


 


Você é assim

Um sonho pra mim

E quando eu não te vejo



Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito



Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor



E a gente canta

E a gente dança

E a gente não se cansa



De ser criança

Da gente brincar

Da nossa velha infância



Seus olhos meu clarão

Me guiam dentro da escuridão

Seus pés me abrem o caminho

Eu sigo e nunca me sinto só



Você é assim

Um sonho pra mim

Quero te encher de beijos



Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito



Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor



E a gente canta

E a gente dança

E a gente não se cansa



De ser criança

Da gente brincar

Da nossa velha infância.

PT comunicações, bom dia...

Não tarda muito a PT oferece-me roupa, electrodomésticos ou livros a metro para telefonar! Primeiro telefono o que quiser a troco de uma pequena mensalidade e oferecem-se um telefone. Agora já nem essa mensalidade pago!

Huumm…

Tempos de suspeição

Algo se passa neste país, um adensamento da atmosfera, um acinzentamento dos dias, um capacete de dúvidas e inquietações.

Tudo me espanta e tudo questiono.

O governo começou sob o signo da autoridade, que lhe vinha da maioria absoluta. Muito bem, assim se impunham as necessidades do momento. Sabia o que queria e para onde ia.

O problema é que nós não sabemos e desconfio que ele também já não sabe. Ou, o que é ainda mais assustador, nunca soube.

Entretemo-nos a intrigar, a delatar, a desmentir, a insinuar. Notícias contraditórias aparecem em alturas precisas – quem tem razão?

Não faço ideia se Fernando Charrua merecia ou não um processo. Não sei se é competente ou não, se insultou quem, como ou porquê. Mas depois da entrevista que a directora da DREN deu ao DN fiquei absolutamente embasbacada pelos inacreditáveis meios e métodos de que se serviu a referida directora para ter conhecimento dos alegados insultos. E o que mais me impressionou foi o facto de a directora estar a falar a sério, pois este tipo de pessoas dá-se sempre muita importância.

Também não percebo nada do que se passou com a APM. Pois se eles faziam parte de um programa de actuação ministerial, como parceiros, não me parece normal fazer-se um comunicado a dizer o contrário do que o ministério diz. Se estavam tão em desacordo, primeiro demitiam-se e depois faziam o comunicado. Não se pode estar dentro e fora ao mesmo tempo. Mas a verdade é que a falta de respeito e consideração pelo parceiro APM foi mais que muita, pois haveria métodos menos radicais e melífluos de resolver o problema, evitando despedir a associação com um telefonema.

Então e o aeroporto? Afinal a Ota não era inevitável, o melhor do pior, etc? Então jamé na margem sul? Seis meses para quê? Para se empatar até tudo se esquecer? Ou a CIP e o Presidente falaram mais alto? E quem encomendou o estudo, foi Francisco Van Zeller ou a CIP? Quem pagou? Porquê só agora? E o ministro fica?

E o que vai acontecer depois do Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucional (ao fim de um ano!) a repetição de exames de Física só para alguns alunos?

Então e os SAPs fecham e reabrem consoante fala o ministério ou os tribunais?

Mas o mais preocupante de tudo é a sensação de que existe uma escassíssima quantidade de pessoas que discutem tudo isto, totalmente desligada de uma enorme quantidade de pessoas que continua, impassível, triste e resignada, o seu dia a dia.

13 junho 2007

Nós

Costuramos atalhos
fragmentos tecidos
pacientemente.

Remendamos vidas
pequenas contínuas
vagarosamente.

Passajamos dores
vexames amores
solidariamente.

Rezamos responsos
cansados sentidos
solitariamente.


(pintura de: Mbugua: girlfriends)

Dizem-me

Dizem-me almas cuidadosas
das nuvens dos fumos
da chuva de pedras
dos caminhos revoltosos.

Dizem-me vozes sussurrantes
das palavras inodoras
dos súbitos abismos
dos ventos uivantes.

Mas eu prefiro olhar o cume
no centro do sonho sentir
centelhas que nascem
e reacender o lume.


(pintura de Kim: Hammack Dreams)

10 junho 2007

OTA sim - OTA não

Afinal foi a CIP que encomendou o estudo contra a Ota e a favor de outras alternativas, ou seja de Alcochete, ou foi apenas Francisco Van Zeller?

O dito estudo foi entregue ao Presidente da República. Mas então é o Presidente da República que decide a localização do novo aeroporto? Não é o governo?

Todos desconfiam muito dos interesses obscuros por detrás da opção da OTA. Mas não haverá interesses obscurecidos por entre os detractores da OTA?

D. Manuel Martins - cidadão

A interligação entre a Igreja Católica e o Estado, apesar de proibida pela Constituição, continua, mesmo que disfarçada.

A recente discussão sobre a Lei das precedências do Protocolo do Estado Português, no que respeita aos representantes da Igreja Católica, a presença continuada de símbolos da religião católica em estabelecimentos públicos de ensino, de saúde e outros, a benzedura de instalações e afins em actos oficiais de inauguração, tudo isto dá razão às associações que reclamam a neutralidade do estado em relação à orientação espiritual dos cidadãos, assim como a lei de liberdade religiosa, em que o estado se obriga a prover aos cidadãos possibilidade de serem assistidos consoante a sua confissão, nomeadamente nos hospitais, se tal solicitarem.

Por isso mesmo, e à luz da necessária laicidade do Estado Republicano, não percebo a indignação de alguns pela condecoração de Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo por destacados serviços prestados ao País, nestas últimas cerimónias de comemoração do 10 de Junho.

D. Manuel Martins esteve cerca de 23 anos à frente da diocese de Setúbal, exercendo as suas funções de tal forma que algumas autarquias o distinguiram como cidadão honorário, dando inclusivamente o seu nome a um pólo universitário e a uma escola. Esta condecoração não está a distinguir uma Igreja nem uma confissão religiosa, mas sim uma pessoa que, nas suas funções, se destacou e prestou serviço às populações, ou seja, ao país.

Convém que a separação entre a Igreja e o Estado seja observada em todos os aspectos.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...