Sigo muros rugososarbustos de pedras.
Do outro lado esperam
prados verdes
rios de amoras.
Quando chegares
iremos inaugurar
o mundo.
(Pintura de Charles Wilder Oakes: The Fabric of the Old Ways)
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Entrou na moda o Rádio Clube Português (RCP). Penso que o Luís Osório está sempre bem, e qualquer coisa que ele faça, ou esteja para fazer, é anunciada com alguma pompa e circunstância. Foi assim com A Capital, é assim com o RCP.O Bastonário da Ordem dos Médicos multiplica-se em intervenções críticas à política de saúde deste governo, preocupando-se cada vez mais com política e cada vez menos com saúde. Atentemos nas declarações de Pedro Nunes, com intervalo de 5 meses entre a primeira e a última:
Esclarecedor, não é? No entanto, no que diz respeito à qualidade da medicina que se pratica, uma das áreas base de intervenção obrigatória da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes não considera importante a implementação de sistemas de recertificação dos médicos, com exames periódicos, com sistemas de acumulação obrigatória de um determinado número de créditos, dados por cursos de actualização, devidamente analisados e certificados internacionalmente, ou com outro tipo de sistemas.
As carreiras médicas são entendidas, pelo menos por agora, como uma valorização hierarquizada em que, aos diferentes graus, se acede por concurso público e, portanto, pela prestação de provas. Mas, com excepção do concurso para Assistente Eventual (por exemplo na carreira médica hospitalar), os outros concursos são voluntários, pelo que após a entrada na carreira, se o médico não quiser, pode nunca mais prestar quaisquer provas até à sua reforma.
O conceito de recertificação é diferente, mais vasto, e não deve ter nada a ver com as funções, hierarquizadas ou não, num qualquer serviço, público ou privado.
Penso que todos teríamos a ganhar se o Bastonário se debruçasse mais sobre estes problemas.
Era já dia, morno e brilhante como as manhãs da infância. Havia frenesim e expectativa, mobilizavam-se os adultos como quem sabe de prodígios e milagres.
Ressalvando a injustiça presente em todas as generalizações, que se passa com as Universidades Privadas? Moderna, Independente, e outras de que já não me recordo, parecem ter sido fundadas mais para gerir negócios pouco claros e promover enriquecimento ilícito de famílias e amigos, do que para gerar conhecimento e desenvolvimento, em concorrência / complementaridade das Universidades Públicas.
Ao longo destes últimos 30 anos houve alguns temas que ninguém abordou. Um deles foi Salazar.Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...