As manifestações das populações e dos autarcas fazem parte, manifestamente, da luta política dentro e fora do PS. E tenho poucas dúvidas da existência de manipulação populista e demagógica da população, receosa e amedrontada por aquilo que pensa ser um serviço de urgência eficiente e de qualidade.
Vendo o problema pelo aspecto da redistribuição dos serviços às populações, talvez ajudasse a reorganização da divisão administrativa do país, acabando com freguesias e concelhos nuns sítios, aumentando freguesias e concelhos noutros sítios, aproveitando para alterar a distribuição do número de autarcas por esse país fora. Talvez a manutenção do status quo seja uma motivação adicional para protestar. E poder-se-ia aproveitar, quanto antes, para renovar os cadernos eleitorais com um novo recenseamento, por exemplo.
Por muita razão que tenha, Correia de Campos, mais uma vez, está a tratar do assunto com os pés. As pessoas têm razão para se preocupar. As pessoas não sabem, nem têm que saber, que a qualidade e a extensão de serviços que os SAP prestam, sem possibilidades técnicas mínimas e sem pessoal mínimo de atendimento, é um engano e um desperdício de recursos humanos, técnicos e financeiros.
É ao ministro responsável, às comissões por ele nomeadas e às organizações das diversas classes profissionais, que cabe o esclarecimento das populações com informação detalhada e serena, as vezes que forem necessárias.




