Gosto de dias de chuva, em que a música nos embala, as notas dedilhadas nas guitarras, ou as teclas marteladas no piano, nos devolvem alguma esperança, alguma segurança, alguma certeza de que a chuva limpa o ar, empapa a terra, é indispensável à vida.
Gosto de dias de névoa, em que a música nos guia como um farol longínquo, silvando, que ritmadamente nos devolve a luz, o rumo.
Nestes dias de desalento, as janelas meio abertas são a fronteira entre a essência e o descartável. O silêncio adocicado pela música fortalece-me. Sinto o manto acolhedor da casa, grande e calorosa pela tua presença, pelo ritmo dos teus gestos, pela solidez do teu amor.
Gosto de dias de névoa, em que a música nos guia como um farol longínquo, silvando, que ritmadamente nos devolve a luz, o rumo.
Nestes dias de desalento, as janelas meio abertas são a fronteira entre a essência e o descartável. O silêncio adocicado pela música fortalece-me. Sinto o manto acolhedor da casa, grande e calorosa pela tua presença, pelo ritmo dos teus gestos, pela solidez do teu amor.
[Michel Camilo (piano), Tomatito (guitarra flamenca), Juan Luís Guerra (artista convidado) – Spain again (2006)]




