25 abril 2020

25 Abril 2020


Zeca Afonso & Manuel de Oliveira


 


Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já


Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá


Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar


De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar


 


Não me obriguem a vir para a rua gritar


Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar


 


Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...


 


A gente ajuda, havemos de ser mais eu bem sei


Mas há quem queira, deitar abaixo o que eu levantei


A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem


Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe


 


Não me obriguem a vir para a rua gritar


Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar


 


Bem me diziam, bem me avisavam como era a lei


Na minha terra, quem trepa no coqueiro é o rei


A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem


Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe


 


Não me obriguem a vir para a rua gritar


Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar


 

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