29 fevereiro 2020

Soundbites e informação

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No meio da uma iminente epidemia em Portugal, causada pelo COVID-19, à falta de casos positivos para regalar os alarmismos dos títulos dos jornais, usam-se frases da Directora Geral de Saúde numa entrevista, em que fala de cenários e número de infectados na totalidade do decurso da referida epidemia.


Em tempos de crise, seja ela de saúde ou outra, a informação é a base de todas as decisões e de todos os planeamentos para minimizar os impactos sociais, económicos, etc. O rigor, a serenidade e o sentido de responsabilidade deveriam pautar as linhas editoriais dos media.


Assiste-se exactamente ao contrário. Graça Freitas tem sido clara, serena e esclarecedora. Mas nada a salva, a ela nem a ninguém, da pesca de soundbites para angariar leitores, independentemente da justeza e verdade dos factos.


Estamos preparados? Tal como o resto do mundo com sistemas de saúde organizados, como é o caso do nosso, estamos preparados para nos prepararmos. É sempre assim, com todas as epidemias, todos os anos. A contribuição tem que ser de todos, começando nas Instituições e acabando nos cidadãos. Calma e serenidade, atenção e confiança. O medo é o pior conselheiro e o mais terrível vírus de todos.


Sites informativos e fidedignos:


Direcção Geral de Saúde; Organização Mundial de Saúde


Artigo informativo: The Guardian


3 comentários:

  1. Manuel Gonçalves Pereira Barros19:00

    Não se compreende todo este furor informativo sobre o coronavírus, segundo os especialistas(?) mais benévolo que uma simples gripe, vulgar de Lineu. A taxa de mortalidade é muito baixa,o incómodo é menor, o prognóstico é muito favorável.
    Outras epidemias há, que enlouquecem multidões. os estragos cruentos que causam são de arrepiar, e,hélas, a comunicação social, ,incluindo a CMTV , nem uma palavra arriscam sobre o temeroso assunto.
    Refiro-me,como as vítimas dela já perceberam, à Flor do Congo . Nem mais uma palavra se necessita para definir a sua periculosidade. A DGS está dentro do assunto, porventura a coçar-se, mas nem o Expresso arrisca uma primeira página sobre a Flor , pois teria que usar números exponenciais,únicos compatíveis com o seu formato tablóide.
    O choque e o pavor só favorecem os oportunistas! O Povo é sereno!

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  2. Por um lado, o desconhecido faz com que tenhamos que ter uma abordagem muito cautelosa de toda a situação.
    Por outro lado a informação mediática habituou-se a trabalhar com gritos, em vez de usar o rigor e a serenidade. A verdade e os factos deixaram de importar.

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  3. Manuel Gonçalves Pereira Barros23:30

    Comentei , em cânone de farsa,o blog referente à caixa do Expresso. O artigo do jornal não pode ser tratado senão como uma farsa.
    Que os farsantes se inteirem que sempre haverá quem lhes saiba responder à letra,ainda que
    escolham as armas,a sentirem-se ofendidos.
    A canalha terá o que lhe é devido. Não confiem em mim,estudem História.


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