10 janeiro 2015

Dos esclarecimentos explícitos

É importante não confundir a livre condenação de cartoons, editoriais, artigos de opinião ou outras formas de liberdade de expressão com o impedimento que elas existam, com o assassinato de pessoas. Embora haja muitas tentativas sub-reptícias e bem sucedidas de censura, nomeadamente o politicamente correcto, há uma diferença abissal entre isso - que se denuncia com a mesma liberdade - e a execução dos considerados blasfemos.


 


Além disso também há a liberdade de discordar e de se ofender, mas para isso serve a lei, os tribunais, a possibilidade do recurso ao contraditório, como agora está na moda dizer-se. Nada, mesmo nada, pode justificar qualquer tipo de atentado terrorista.

1 comentário:

  1. Anónimo12:19

    Inteiramente de acordo com o primeiro parágrafo e o último período do segundo.
    Já quanto à questão do recurso aos tribunais, continuo a pensar que tem de haver qualquer coisa de premeio. Podemos chamar-lhe civismo ou outra coisa qualquer, tanto me faz. O que penso é que no dia em que deixar de haver por aí algumas regras de convivência não escritas nem legisladas, as coisas ficam deveras complicadas de gerir.
    Permita-me que abuse deste seu espaço para deixar um exemplo.
    Nos tempos em que foi Ministra da Educação ML Rodrigues, circulou pelas escolas um "cartoon" onde, no meio dos slides de uma panóplia de vacas pintadas que na altura decoravam as ruas de Lisboa, se encontrava a fotografia da Ministra. A legenda era esta:"Descubra a vaca genuína ". Todos os profs adoraram e a coisa tornou-se viral . Passados poucos meses, uma das colegas que mais tinha rido com a graçola e que tinha sido das mais activas na difusão do cartoon, teve uma altercação com um aluno mais irreverente, disse-lhe qualquer coisa de que ele não gostou e no troco o puto chamou-lhe "vaca". No dia seguinte a referida colega exigia em conselho de turma a expulsão do aluno...

    MRocha

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