15 março 2014

Do apelo aos consensos

 


Se ainda houvesse dúvidas quanto à responsabilidade deste governo em tudo o que tem sido a chamada política de austeridade imposta pela Troika, a forma como Passos Coelho e os comentadores que a si próprios se apelidam de técnicos reagiram ao manifesto dos 70, demonstra bem que os apelos aos consensos são apenas retórica vazia. Quando eles existem e seriam bem aproveitados para uma negociação séria com os nossos credores, cai a máscara ao Primeiro-ministro e a esta maioria, que solta todos os pseudojornalistas para uma campanha política mascarada de informação contra tudo o que faça pensar numa alternativa ao estado de penúria perpétua.


 


António José Seguro poderia aproveitar esta evidência, mas nem isso é capaz de fazer.


 


Não é a Troika, a crise ou Os Mercados que nos votam à miséria e ao empobrecimento, é mesmo a ideologia de quem está no poder. As eleições servem para isso mesmo - julgar quem nos governa. Aproveitemos pois a oportunidade das eleições europeias para rejeitarmos esta Europa a várias velocidades, que não respeita as pessoas, que nos levará, a passos largos e seguros, para  a negação do regime democrático. Aproveitemos pois para dizer que não queremos mais esta direita que nos governa, aqui e na Europa.


 

2 comentários:

  1. J. Madeira22:58

    Há muito que se viu que a direita quer amarrar o PS!
    Lamentávelmente, o Tózé Seguro continua a dar o flanco,
    desta vez, alguém lhe "vendeu" a idéia de ser Europa a pa-
    gar o desemprego acima de determinada %!?!
    Mesmo que, houvesse intenção de conseguir essa ajuda,
    não deve o assunto ser apresentado numa campanha
    eleitoral ... o PS deve apresentar idéias curtas e genéricas
    sobre o que defende para a Europa no seu todo!!!

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  2. ACÁCIO LIMA17:30

    COMENTÁRIO AO POST "Do apelo aos consensos"

    00- A Autora do post habituou os leitores do blog a pertinentes análises sobre a situação política.

    01- Passos Coelho e o seu bando, reagiram descabeladamente ao Manifesto dos 70 –(74)-.

    Percebendo-se tal, pois o que estava em causa, era a sua continuidade no Poder e as politicas que adotou.

    02- A. J. Seguro, preferiu distanciar-se do Manifesto, e, ao faze -lo, cometeu diversos erros políticos.

    A)- Perdeu a oportunidade, na omissão, de marcar a Agenda Política, passando os subscritores do Manifesto a Comandar a Agenda Política.

    B)- Seguro, que dispersamente tinha aflorado as três medidas bases do Manifesto, titubia agora, na total incoerência, desprestigiante e minando expectativas e confiança.

    C) Seguro, distancia-se do Manifesto, e distancia-se de Francisco Assis, que veio aplaudir efusivamente o dito Manifesto. Seguro deu um tiro nas Eleições Europeias, que poderá ser um “Tiro de Morte”.

    D)- Seguro está mais preocupado em fazer passar a mensagem de “Menino Bem Comportado” e “Comedido”, que a direita e o ”senso comum” apreciam.

    E)- Deste modo, Seguro, cavalga o Oportunismo.

    03- A Autora do post passa à frente, o comportamento dos mini Partidos, da Marginalidade, mas eu lembro, que o PCP, comentou que, “O Manifesto peca por tardio”.
    Mas nunca ele contribuiu para ser parido, e , uma vez, parido, não explicitamente o apoia. Estamos conversados.

    Bom Fim de Tarde.
    Boa Semana.

    Cordiais e Amistosas Saudações

    ACÁCIO LIMA

    PS-01- Entretanto Passos Coelho extrema posições e, contra o parecer de Cavaco Silva, insiste em agravar as Contribuições para a ADSE. Diz o bicho: “A ADSE Tem de Dar “Lucro”.

    Curiosa postura. O desvirtuamento do conceito de “Lucro”.
    Lucro diferencial de Custos de Investimento versus Custos de Exploração numa atividade dita patrimonial.
    Só que na Prestações de Serviço, não tem cabimento o Conceito “Lucro”.
    Seguro assobiou paro o lado e consentiu neste desbocamento de Passos Coelho na debilidade ideológica, que o caracteriza.
    E não veio à liça no cerne da questão:
    O Subsistema de Saúde ADSE que deve ser integrado no SNS.
    Sempre na asneira, ou na omissão, este Seguro.

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