02 novembro 2013

Deforma

 



Bruno Catalano 


 


Se branco se negro tudo deforma sem cor


nem sustento afaga-me amor que afogo neste turvo desespero.


Se tenho se dou não sei de nada nem do novo


segredo de morrer sem que a vida nos sustenha


a garra e o nervo de mexer sempre


sem olhar para trás.


Se sou se não fui neste manto de dúvidas


persistentes e movediças congelo a parte de fora


em pranto seguro o medo e não sei mais onde esconder


o que na verdade me dói a falta


de tudo o que deveria ser.


 

1 comentário:

  1. ana afonso12:14

    gosto muito do que escreveste
    suspeito que é desta matéria que é feito o caminho dos ossos, do "nervo de mexer sempre sem olhar para trás"

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