25 outubro 2011

Credibilidade a quanto obrigas

 


Não consigo perceber porque é que o corte dos subsídios de Natal a todos os trabalhadores não seria considerado credível e levaria à suspensão da ajuda externa. Não consigo mesmo perceber. Ou será que consigo? Só são credíveis medidas que poupem os trabalhadores fora da função pública? Ou dito de outra forma - credibilidade é penalizar os funcionários públicos?

4 comentários:

  1. De facto, a "explicação" tem tanta falta de sentido que me sinto tentado a adiantar uma de duas explicações para as declarações do primeiro-ministro:

    a) o jornalista não percebeu as explicações do primeiro-ministro e transcreveu-as mal

    b) o primeiro-ministro não percebeu as explicações do assessor e explicou-se mal

    De qualquer modo, nos tempos que correm e como se não pode desvalorizar a moeda, os protagonistas desvalorizam as palavras, no caso credível e credibilidade...

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  2. Eu também não percebo e o mesmo se passa, com cada vez maior frequência em relação a declarações do mesmo cavalheiro.

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  3. ACÁCIO LIMA09:30

    01- O exercício intelectual de tornar explicita a debilidade argumentativa do atual Primeiro Ministro, é meritória e pertinente.

    02- Mas torna-se ainda necessário:

    a)- Explicitar, que essa debilidade argumentativa se prende com com a ideologia do dito, que o empurra para desejar, pôr de pé, um "Estado Mínimo".

    Tal é "CONTRA NATURA", pois a complexidade crescente do funcionamento da Sociedade decorre,sobretudo, de uma transferência de Tarefas, que eram do âmbito Familiar para a esfera da Comunidade, do Coletivo. Tudo isto em consonância com a nova Divisão de Trabalho, ditada pelos Avanços Técnicos e Tecnológicos.

    Daí o ter referido "CONTRA NATURA".

    b)- Apontar a também outra debilidade, escassez, de Ideias Inovadoras e adequadas às mudanças da Sociedade, do atual Secretário-Geral do Partido Socialista, sempre se comportando com uma enorme superficialidade na análise da atuação do atual Governo.

    Bom Dia.
    Saudações Cordiais, Afáveis e Amistosas de

    ACÁCIO LIMA

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  4. Sofia: alguma vez se dispôs a perder parte do seu salário para ajudar trabalhadores de empresas privadas em dificuldades? O problema orçamental é do Estado. Eu percebo que, fornecendo o Estado bens e serviços de que todos beneficiam, algumas componentes do esforço recaiam sobre todos os cidadãos (aumento de impostos e de taxas de utilização de serviços públicos, corte de benefícios, etc.) - mas também acho perfeitamente natural que os funcionários do Estado (e das empresas públicas) tenham de fazer um esforço maior. Até porque, apesar dos avisos, andaram durante anos a fazer exigências incomportáveis (ou, no mínimo, a ignorar os avisos), perante um país em que as falências privadas já eram diárias.

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