16 julho 2011

Veraneantes leitores

 



Picasso: Joven mujer leyendo un libro en la playa


 


Há umas semanas, numa conferência durante a Feira do Livro do Porto, uma das senhoras da assistência justificava a diminuta compra de livros de poesia em Portugal com a falta de qualidade e o défice de leitores e de leitura. Discorreu sobre a quantidade de estrangeiros que, em férias e nas praias e piscinas, não dispensavam um livro, enquanto os portugueses nem o jornal liam.


 


Talvez por isso tenha estado mais atenta ao mundo da leitura banhista este ano. Aquilo que constatei, idêntico ao que já tinha constatado em férias anteriores, é que há raríssimas pessoas a ler, apenas jornais desportivos ou os tablóides, nas várias línguas em que eles são produzidos e distribuídos. Para além disso recordo-me que, há alguns anos, os locais de venda de jornais e revistas costumavam ter livros de bolso, também em várias línguas embora menos em Português, tendo chegado a comprar alguns policiais para me distrair. Neste momento, no sítio onde costumo veranear, não há um único posto de venda em que se reconheça qualquer coisa parecida com um livro, seja de que tipo for.


 


Concluo que eu e a referida senhora fazemos férias de verão em locais com características muito diferentes, e que a população que gosta de ler ocupa um nicho  paradisíaco e ... desconhecido, pelo menos para mim.


 

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