16 julho 2011

A praia em silêncio

 



Escultura de barco na praia de Stonehaven


 


Alguma coisa diferente na praia deste ano, alguma coisa de abandono, de melancólico, de apreensivo. Não as pequenas ondas de mar frio e brando, não a areia fina e limpa, não o vento que se levantava pelo meio-dia, não as cores vivas das bolas, dos fatos de banho, dos guarda-sóis.


 


Era o silêncio. A falta de gritos da criançada, a ausência das risadas da juventude, a inexistência dos pregões a oferecerem bolos, água, gelados, a música calada, os tagarelas mudos.


 


A praia cumpria-se, como em todos os Verões, mas neste mais triste, mais parada, mais apática, mais introspectiva.


 

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