A morte, principalmente a nossa própria morte, é um assunto que nos causa fascínio e temor.
Como queremos morrer? Ou antes, como queremos viver, ou continuar vivos, ou mantermo-nos vivos? Para nós, o que é a vida, o que significa ser humano e viver? O que significa morrer?
O livro de Maria Filomena Mónica (A Morte), soberbamente escrito, como se de uma conversa se tratasse, com História, com histórias, pessoais e de outros, com humor e uma clareza que demonstra a capacidade de olhar para o mundo, para si própria e para a sociedade com um distanciamento e com uma crueza inegáveis, faz-nos pensar num problema de que só nos apercebemos quando, em clima de tensão e urgência, temos que decidir sobre a vida e/ou a morte de alguém que nos é muito próximo.
Seremos nós capazes de pensar na definição da morte e da vida que aceitamos para os outros mas, principalmente para nós, sem preconceitos ideológicos e religiosos? O aumento da idade média da população é uma realidade e o envelhecimento, a solidão, as doenças degenerativas, as dependências, as tecnologias de suporte de vida desenvolvem-se quase autonomamente. Eutanásia, suicídio assistido, testamento vital, conceitos que temos que conhecer, debater, decidir e respeitar.
Para além da nossa vida, a dos nossos familiares dependerá, em grande parte da nossa morte.
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