10 agosto 2010

Branco


Marlous Borm: sem título


 


Dias brancos tórridos


brancos como a cegueira de luz


tanta luz. O ar parado como o raciocínio


imóvel a surda incapacidade de compreender.


Não se notam os contornos dos sentidos


não se sentem as agulhas da tristeza.


O ar parado insuspeito de vida.


Presa do branco


de fios inúteis brancos espessos


de uma teia infinita.

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