Marlous Borm: sem título
Dias brancos tórridos
brancos como a cegueira de luz
tanta luz. O ar parado como o raciocínio
imóvel a surda incapacidade de compreender.
Não se notam os contornos dos sentidos
não se sentem as agulhas da tristeza.
O ar parado insuspeito de vida.
Presa do branco
de fios inúteis brancos espessos
de uma teia infinita.
ResponderEliminarDe facto
o ar que se respira
está parado
Bjs