30 março 2010

Greve dos Enfermeiros

 


Começo por dizer que considero, este ano, por razões que se prendem com a grave crise que atravessamos, as greves decretadas por aumentos salariais uma irresponsabilidade, para além de mostrarem falta de solidariedade para quem, pura e simplesmente, não tem emprego.


 


Em segundo lugar, qualquer greve que se cole a um fim-de-semana, nomeadamente nesta semana em que há um feriado à 6ª feira e tolerância de ponto na 5ª feira à tarde, aumenta exponencialmente o número de dias efectivamente fora do trabalho, transformando uma greve de 3 dias numa paragem de 1 semana. Isso descredibiliza de imediato as razões de quem faz greve.


 


Os Enfermeiros, assim como os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT), têm uma licenciatura exactamente como os Biólogos, os Psicólogos e os Assistentes Sociais, por exemplo, contratados como Técnicos Superiores de Saúde (TSS). No entanto a remuneração que auferem nos serviços públicos, no início da carreira, é diferente, pelo que os Enfermeiros e os TDT reivindicam, e com toda a razão, a equiparação dos seus ordenados aos dos TSS.


 


Esta é uma reivindicação antiga, desde que os respectivos cursos passaram a ser considerados licenciaturas. É claro que todos compreendemos que é incomportável um aumento imediato de 200€ a cerca de 6.000 Enfermeiros mas a verdade é que este problema já deveria ter sido resolvido há muito tempo.


 


Não concordo com esta greve mas penso que o governo deve tentar encontrar uma forma de, faseadamente, pagar aos Enfermeiros, TDT e TSS a mesma remuneração inicial, pois não há licenciaturas de primeira e licenciaturas de segunda, como parece ser a opinião de Henrique Raposo, cujos artigos denota a ignorância atrevida de quem fala do que desconhece.

3 comentários:

  1. Anónimo00:44

    A senhora está equivocada. A greve começou às 14 horas de 2ª feira, e termina às 8 de 5ª feira, logo não há pontes, porque se trabalhou até às 14 de 2ª e irá-se trabalhar às 8 de 5ª. Segundo dos cerca de 39000 enfermeiros a trabalhar para a FP, muitos trabalham em hospitais, onde se prestam cuidados mínimos, logo se alguém vai de férias, não são os enfermeiros. Além disso, muitos serviços não permitem férias junto á Páscoa ou o Natal. Informe-se primeiro, antes de escrever algo que não é verdade.
    Além disso, disse que não há dinheiro... Sendo assim porque os deputados não diminuem o seu ordenado, se acaba com outras despesas? O que se passa é uma opção politica. Gasta-se de acordo com as necessidades. Os enfermeiros não tratam só pessoas doentes, contribuem para a promoção da saúde. A OMS reconhece isso no seu ultimo relatório, em que os resultados de Portugal melhoraram, apesar de sr referida a falta de enfermeiros! Curioso havendo desemprego e a haver enfermeiros a emigrar para o estrangeiro. Informe-se, veja a quantidade de anúncios de emprego para os EUA, Canadá, Austrália,
    Suiça, França, Espanha, Dubai. Os enfermeiros portugueses estão entre os melhores! O que acontece é que os enfermeiros não promovem medos para ganhar dinheiro (tipo vacina da gripe A e companhia)...
    Não vendem o SNS aos privados, para eles sim ganharem o dinheiro dos seus impostos!

    Informe-se melhor, esclareça-se!

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  2. Concordo plenamente com o comentário realizado. Infelizmente em Portugal há muita gente que fala sem saber o que diz e acaba por influenciar negativamente aqueles que ainda não têm uma opinião formada sobre os assuntos. Eu sou Enfermeira licenciada desde 2000, ou seja, há quase 10 anos que ganho o mesmo que um bacharel, se estivesse na minha situação tenho a certeza que já não dizia o mesmo.
    Se a situação dos enfermeiros ainda não está resolvida é porque os governos têm vindo sucessivamente a adiar a sua resolução, aproveitando-se da própria essência da Enfermagem, não podemos simplesmente abandonar os locais de trabalho, não trabalhamos em nenhuma fábrica, nem escritório, nem loja, as nossas greves são relativas, lidamos com a doença, o sofrimento, não podemos simplesmente virar as costas, há sempre coisas que temos que fazer, e os senhores que estão no governo sabem disso muito bem e aproveitam-se!!

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  3. João Mendes21:58

    Não são aumentos!
    São novas carreiras, não fomos nós que quisemos a reforma da administração pública foi este governo em 2008.

    Não estamos a discutir nenhum aumento, até porque como sabe os salários estão congelados na função pública! è importante distingir bem este aspecto!

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