16 dezembro 2009

A real falta de médicos

 



 


Ainda o Prof. Gentil Martins era Bastonário da Ordem dos Médicos (entre 1977 e 1986) e já se ouvia dizer que não havia falta de médicos, que o problema era a sua distribuição pelo país.


 


Hoje em dia, com a média etária do médicos muito alta, com dados que nos permitem saber que dentro de poucos anos haverá uma enorme percentagem de médicos com idade para se reformarem, com casos conhecidos de médicos já reformados que são contratados para continuarem a exercer nos hospitais públicos e centros de saúde, com a enorme carga horária que os médicos têm para assegurar as urgências, as consultas, as cirurgias, as enfermarias, com o pluriemprego médico, como é possível o Bastonário continuar a argumentar que o que há é má distribuição de médicos?


 


É verdade que sim, que os médicos estão mal distribuídos, que há hospitais com muitos e hospitais com poucos, que há especialidades mais carenciadas que outras mas, mesmo assim, há real falta de médicos.


 


Há dúvidas quanto ao tipo de cursos que se estão a abrir? Será que os médicos formados nas Universidades do Algarve e de Aveiro estarão tão bem preparados como os formados pelos métodos e universidades habituais? Isso sim, deveria constituir uma preocupação primordial da Ordem dos Médicos que, nestes casos, não colocou em causa a qualidade dos cursos.


 


(Também aqui)

 

5 comentários:

  1. Só falta mesmo ouvir o Bastonário clamar contra a falta de pacientes...

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  2. Sofia tem conhecimento se aconteceu alguma coisa ao "AspirinaB" para ter deixado de estar online

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  3. Antes de se abrirem novas Faculdades de Medicina, que como todos compreenderão é coisa cara, dever-se-ia primeiro:
    - rentabilizar as existentes, aumentando as suas capacidades
    - redistribuindo os Médicos pelo País. É sabido que, se se criarem condições de trabalho locais, e se remunerar os Médicos com suplementos de fixação, ao mesmo tempo permitindo reciclagens periódicas em Hospitais Centrais ou outros qualificados, com as facilidades que a inter-net hoje proporciona, teremos uma boa cobertura de Médicos em todo o País. Mais faculdades, só servem fins políticos. Fazer mais Médicos, obrigando por efeito do desemprego a aceitar lugares do interior, é Medicina de MÁ qualidade.

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  4. E como é possível que os médicos continuem a eleger trogloditas como bastonários? Quando havia carroceiros, se os ditos tivessem um bastonário seria, certamente, de nível superior ao deste bastonário da OM .

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  5. Concordo que é necessário rentabilizar as faculdades já existentes e redistribuir o médicos por locais e por especialidades. Mas isso não altera o facto de já haver falta de médicos hoje e de, dentro de 5 a 10 anos, muito mais falta passará a haver.

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