Como muitos já lembraram, a homenagem a Salgueiro Maia soube a má consciência. Os heróis portugueses têm o péssimo hábito de não acertar o passo com os poderes.
Mas há sempre a galeria bem composta de homenageados que, estou convencida, nem eles próprios percebem o motivo das condecorações e do reconhecimento medalhante da nação.
Parece que o Conselho de Estado se volta a reunir, depois de uma pausa sabática, em que esperava a saída airosa de Dias Loureiro.
E é claro que o objectivo de tanta queixa só poderia ser o proibicionista. De facto as sondagens não são politicamente inócuas. Mas se calhar o CDS deveria agradecer a baixa intenção de votos que lhe prediziam: todos os que queriam um CDS mais forte correram às urnas. A democracia é um regime muito impertinente.
A propósito da última nota; imagine-se o corropio que terá havido às portas dos conventos, apesar de agora só poderem votar uma vez.
ResponderEliminarAs sondagens dão uma indicação de voto aos eleitores quando apontam quem deverá ficar em 1º, 2º, 3º lugares e as respectivas percentagens de voto. Só por isso deveriam ser proíbidas e são-no em alguns países. Além disso, estão a tornar-se suspeitas de serem mal feitas ou pouco sérias porque se enganam sempre relativamente aos pequenos partidos, os quais vêm a ter sempre mais votantes do que os indicados nas tais sandagens.
ResponderEliminarUma boa boa parte do eleitorado acaba por ser induzido a escolher apenas de entre os partidos que são apontados nas sondagens como a ficar em 1º ou 2º lugares. E assim se influência o resultado da votação, sempre no sentido apontado pelas sondagens. Trata-se de uma tendência desportiva, porque aí ou se ganha ou se perde. Mas na política não é bem assim, pois quem fica em 2º, 3º ou 4º lugares também influência o poder e essa influência é tanto maior quanto maior for a representatividade. Apenas não contam os votos que não chegam para eleger representação na assembleia.
Ganhar com maioria absoluta também é muito diferente de ter que procurar uma coligação ou governar sem ela, pois assim terá que ceder e ter em conta outras políticas. Por vezes nem isso é possível fazer uma coligação e governar na dependência do voto parlamentar é a única solução que é também a mais democrática.
Além disso, os grandes partidos costumam atrair a si grupos de interesses que influuenciam a orientação da governação e isso chama-se de corrupção. Ora aí está mais uma razão para não se votar massivamente num qualquer partido.
Zé da Burra Alentejano, concordo em que as sondagens podem influenciar o eleitorado. Mas influenciam tanto para votar mais como para votar menos, não me parece que haja uma tendência específica de influência .
EliminarEm vez de se proibirem as sondagens, o que não resulta porque se podem consultar as publicadas noutros países, o que é preciso é que haja várias empresas a fazê-las e que os partidos e as pessoas saibam que há limitações várias e que os resultados também sofrem inúmeras influências.