11 junho 2009

Algumas notas

 


Como muitos já lembraram, a homenagem a Salgueiro Maia soube a má consciência. Os heróis portugueses têm o péssimo hábito de não acertar o passo com os poderes.


 


Mas há sempre a galeria bem composta de homenageados que, estou convencida, nem eles próprios percebem o motivo das condecorações e do reconhecimento medalhante da nação.


 


Parece que o Conselho de Estado se volta a reunir, depois de uma pausa sabática, em que esperava a saída airosa de Dias Loureiro.


 


E é claro que o objectivo de tanta queixa só poderia ser o proibicionista. De facto as sondagens não são politicamente inócuas. Mas se calhar o CDS deveria agradecer a baixa intenção de votos que lhe prediziam: todos os que queriam um CDS mais forte correram às urnas. A democracia é um regime muito impertinente.


 

3 comentários:

  1. A propósito da última nota; imagine-se o corropio que terá havido às portas dos conventos, apesar de agora só poderem votar uma vez.

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  2. Zé da Burra o Alentejano12:14

    As sondagens dão uma indicação de voto aos eleitores quando apontam quem deverá ficar em 1º, 2º, 3º lugares e as respectivas percentagens de voto. Só por isso deveriam ser proíbidas e são-no em alguns países. Além disso, estão a tornar-se suspeitas de serem mal feitas ou pouco sérias porque se enganam sempre relativamente aos pequenos partidos, os quais vêm a ter sempre mais votantes do que os indicados nas tais sandagens.

    Uma boa boa parte do eleitorado acaba por ser induzido a escolher apenas de entre os partidos que são apontados nas sondagens como a ficar em 1º ou 2º lugares. E assim se influência o resultado da votação, sempre no sentido apontado pelas sondagens. Trata-se de uma tendência desportiva, porque aí ou se ganha ou se perde. Mas na política não é bem assim, pois quem fica em 2º, 3º ou 4º lugares também influência o poder e essa influência é tanto maior quanto maior for a representatividade. Apenas não contam os votos que não chegam para eleger representação na assembleia.
    Ganhar com maioria absoluta também é muito diferente de ter que procurar uma coligação ou governar sem ela, pois assim terá que ceder e ter em conta outras políticas. Por vezes nem isso é possível fazer uma coligação e governar na dependência do voto parlamentar é a única solução que é também a mais democrática.

    Além disso, os grandes partidos costumam atrair a si grupos de interesses que influuenciam a orientação da governação e isso chama-se de corrupção. Ora aí está mais uma razão para não se votar massivamente num qualquer partido.

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    1. Zé da Burra Alentejano, concordo em que as sondagens podem influenciar o eleitorado. Mas influenciam tanto para votar mais como para votar menos, não me parece que haja uma tendência específica de influência .

      Em vez de se proibirem as sondagens, o que não resulta porque se podem consultar as publicadas noutros países, o que é preciso é que haja várias empresas a fazê-las e que os partidos e as pessoas saibam que há limitações várias e que os resultados também sofrem inúmeras influências.

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