E o relatório que deveria chegar hoje às mãos de Pinto Monteiro já tinha chegado antes às mãos dos jornalistas da TSF, do Público, do DN e sabe-se lá a quem mais.
Mas pelo menos, finalmente, alguma comissão de inquérito ou de averiguações inquiriu e averiguou alguma coisa.
Houve pressões aos magistrados que investigam o Freeport, essas pressões foram consideradas ilegítimas e o Procurador Geral da República vai levantar um processo disciplinar ao procurador-geral adjunto José Luís Lopes da Mota.
Esperemos que o processo corra célere e que sejam apuradas todas as responsabilidades. Será que Lopes da Mota agiu assim com intenção ou não? Por moto próprio ou como mensageiro?
Isso é que é importante. Será desta que a justiça se redime?
Adenda: Já agora convinha que o PS não comentasse este tipo de decisões, pois deve ser a justiça a funcionar. O mesmo vale para todos os outros partidos, mas Lopes da Mota deveria pedir a demissão até tudo estar esclarecido.
Sempre houve pressão para arquivar?
ResponderEliminarSempre abriram um inquérito?
Vamos lá fazer pressão para arquivar.
jojoratazana
José Luís Lopes da Mota AINDA é procurador-geral adjunto e presidente do Eurojust. Aliás, fico pasmado ao saber agora que ele esteve na calha para substituir Souto Moura e ser procurador-geral da República (!!).
ResponderEliminarTendo sido suspeito de avisar Fátima Felgueiras possibilitando a sua fuga, tendo sido hipótese para PGR com o intuito de "travar" o caso Casa Pia, tendo sido provado que pressionou dois procuradores do caso Freeport... ainda alguém acha que este senhor tem condições de continuar a desempenhar qualquer uma das duas funções que tem? Pelos vistos parece que ainda há... este PS não tem vergonha na cara.
concordo que o Lopes da Mota deve pedir a demissão
Eliminardo"tacho" de Bruxelas,mas que seja imitado pelo
Dias Loureiro pedindo a demissão de Conselheiro,
assim está correcto.
Subscrevo
ResponderEliminarMas há alguém que se demita neste país demissionário?
ResponderEliminarCara Sofia:
ResponderEliminarRepare...
parece que começamos a ficar parecidos com os States, do tempo de Clinton...
Ali o processo de impugação, o respectivo processo começou sobre umas ilegalidades duns terrenos no Arkansas...
Depois, passou para assedio sexual a uma senhora lá no Arkanssas
Acabou finalmente em cenas de sexo oral na sala Oval, caso da Monica L.
Aqui
começou-se com uma questão de luvas que ja esta completamente esgotada,
sem confirmação substancial, pelo menos pelos ingleses, que foi quem fez detonar este processo...
Passou-se para as casas da mãe e mais familia do PM...
Agora
são "pressões" sobre uns senhores virgens,
procuradores de seu estatuto,
sujeitos óbviamente, em termos profissionais, à dialectica do contraditrorio e confrontação de posições...
"Isto tudo" Sofia, tem sentido?
Abraço
Antes de mais, uma precisão.
ResponderEliminarAo contrário do que se anda a repetir na blogosfera , nada se provou contra Lopes da Mota, no caso Fátima Felgueiras. A "suspeita" não passou disso mesmo. E de suspeitas, cartas anónimas, recados, insídia, manipulação e incompetência andam os tribunais cheios.
Depois, demitir-se porquê?
A versão das pressões tem pés de barro. Lopes da Mota não "manda" nos outros procuradores. É um seu igual. Todos eles dependem apenas do procurador-geral e de mais ninguém.
Por outro lado, o processo corre; ainda não há conclusão. Tanto nas empresas como nas instituições públicas, ao ser instaurado um processo, é definido à partida a suspensão (ou não) do processado. Pinto Monteiro achou que não era necessário.
Uma coisa é a gritaria das oposições ávidas de aproveitamento político. Outra é pensarmos serenamente nos factos.