12 maio 2009

Pressões

E o relatório que deveria chegar hoje às mãos de Pinto Monteiro já tinha chegado antes às mãos dos jornalistas da TSF, do Público, do DN e sabe-se lá a quem mais.


 


Mas pelo menos, finalmente, alguma comissão de inquérito ou de averiguações inquiriu e averiguou alguma coisa.


 


Houve pressões aos magistrados que investigam o Freeport, essas pressões foram consideradas ilegítimas e o Procurador Geral da República vai levantar um processo disciplinar ao procurador-geral adjunto José Luís Lopes da Mota.


 


Esperemos que o processo corra célere e que sejam apuradas todas as responsabilidades. Será que Lopes da Mota agiu assim com intenção ou não? Por moto próprio ou como mensageiro?


 


Isso é que é importante. Será desta que a justiça se redime?


 


Adenda: Já agora convinha que o PS não comentasse este tipo de decisões, pois deve ser a justiça a funcionar. O mesmo vale para todos os outros partidos, mas Lopes da Mota deveria pedir a demissão até tudo estar esclarecido.

 

7 comentários:

  1. Sempre houve pressão para arquivar?
    Sempre abriram um inquérito?
    Vamos lá fazer pressão para arquivar.
    jojoratazana

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  2. José Luís Lopes da Mota AINDA é procurador-geral adjunto e presidente do Eurojust. Aliás, fico pasmado ao saber agora que ele esteve na calha para substituir Souto Moura e ser procurador-geral da República (!!).

    Tendo sido suspeito de avisar Fátima Felgueiras possibilitando a sua fuga, tendo sido hipótese para PGR com o intuito de "travar" o caso Casa Pia, tendo sido provado que pressionou dois procuradores do caso Freeport... ainda alguém acha que este senhor tem condições de continuar a desempenhar qualquer uma das duas funções que tem? Pelos vistos parece que ainda há... este PS não tem vergonha na cara.

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    1. paulo santiago00:44

      concordo que o Lopes da Mota deve pedir a demissão
      do"tacho" de Bruxelas,mas que seja imitado pelo
      Dias Loureiro pedindo a demissão de Conselheiro,
      assim está correcto.

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  3. Mas há alguém que se demita neste país demissionário?

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  4. aires bustorff19:53

    Cara Sofia:

    Repare...
    parece que começamos a ficar parecidos com os States, do tempo de Clinton...

    Ali o processo de impugação, o respectivo processo começou sobre umas ilegalidades duns terrenos no Arkansas...

    Depois, passou para assedio sexual a uma senhora lá no Arkanssas

    Acabou finalmente em cenas de sexo oral na sala Oval, caso da Monica L.

    Aqui

    começou-se com uma questão de luvas que ja esta completamente esgotada,

    sem confirmação substancial, pelo menos pelos ingleses, que foi quem fez detonar este processo...

    Passou-se para as casas da mãe e mais familia do PM...

    Agora

    são "pressões" sobre uns senhores virgens,

    procuradores de seu estatuto,

    sujeitos óbviamente, em termos profissionais, à dialectica do contraditrorio e confrontação de posições...

    "Isto tudo" Sofia, tem sentido?

    Abraço

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  5. Ernestina17:17

    Antes de mais, uma precisão.
    Ao contrário do que se anda a repetir na blogosfera , nada se provou contra Lopes da Mota, no caso Fátima Felgueiras. A "suspeita" não passou disso mesmo. E de suspeitas, cartas anónimas, recados, insídia, manipulação e incompetência andam os tribunais cheios.
    Depois, demitir-se porquê?
    A versão das pressões tem pés de barro. Lopes da Mota não "manda" nos outros procuradores. É um seu igual. Todos eles dependem apenas do procurador-geral e de mais ninguém.
    Por outro lado, o processo corre; ainda não há conclusão. Tanto nas empresas como nas instituições públicas, ao ser instaurado um processo, é definido à partida a suspensão (ou não) do processado. Pinto Monteiro achou que não era necessário.
    Uma coisa é a gritaria das oposições ávidas de aproveitamento político. Outra é pensarmos serenamente nos factos.

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