22 dezembro 2008

Musgo


(pintura de Kazuya Akimoto: Moss Wall)


 


Arrumamos a árvore a um canto

a sagrada família à lareira

no musgo sujo de terra

compomos as bolas de vidro

alisamos toalhas bordadas

fritamos o tempo e o pão

que oferecemos sem mágoa

àqueles a quem tudo sobeja.


 


Somos todos amigos ou não

nestes dias de comunhão

de máscaras novas e velhas

de tristeza sem razão.

5 comentários:

  1. toda a razão Sofia, é assim.Bom natal.Bacio.

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  2. Comunhão, um raio ! São só prendas para as crianças porque a pressão social faz com que estejam à espera e seria muito difícil explicar porque não... Quanto às "Festas" que passem o mais depressa possível ! Comemorar o Ano Novo dá para entender. O resto é para esquecer mais a depressão associada. E não estou sozinho no clube, antes pelo contrário !

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  3. Muito bonito. Também não estou numa fase que incorpore o espírito natalício, mas isso não faz com que quem goste ou possa (às vezes nem querendo se pode) deva ser criticado por isso.
    É um poema verde como o musgo, que tanto gosto. Nunca tinha pensado nisso mas o musgo é um dos elementos mais importantes do Natal. É sobre ele que deve assentar o presépio, perdido o hábito dos papéis pintados.

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  4. Obrigada pelo comentários.
    Ana, sinto-me cada vez mais musgo e menos bolas coloridas. Bjs.

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  5. Caro Sofia

    Desejo-lhe um Feliz Natal.

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