(pintura de Kazuya Akimoto: Moss Wall)
Arrumamos a árvore a um canto
a sagrada família à lareira
no musgo sujo de terra
compomos as bolas de vidro
alisamos toalhas bordadas
fritamos o tempo e o pão
que oferecemos sem mágoa
àqueles a quem tudo sobeja.
Somos todos amigos ou não
nestes dias de comunhão
de máscaras novas e velhas
de tristeza sem razão.
toda a razão Sofia, é assim.Bom natal.Bacio.
ResponderEliminarComunhão, um raio ! São só prendas para as crianças porque a pressão social faz com que estejam à espera e seria muito difícil explicar porque não... Quanto às "Festas" que passem o mais depressa possível ! Comemorar o Ano Novo dá para entender. O resto é para esquecer mais a depressão associada. E não estou sozinho no clube, antes pelo contrário !
ResponderEliminarMuito bonito. Também não estou numa fase que incorpore o espírito natalício, mas isso não faz com que quem goste ou possa (às vezes nem querendo se pode) deva ser criticado por isso.
ResponderEliminarÉ um poema verde como o musgo, que tanto gosto. Nunca tinha pensado nisso mas o musgo é um dos elementos mais importantes do Natal. É sobre ele que deve assentar o presépio, perdido o hábito dos papéis pintados.
Obrigada pelo comentários.
ResponderEliminarAna, sinto-me cada vez mais musgo e menos bolas coloridas. Bjs.
Caro Sofia
ResponderEliminarDesejo-lhe um Feliz Natal.