27 dezembro 2008

Luz vaga

Não sei exactamente porquê, mas gosto imenso desta música.


 



 


Luz vaga, luz vesga, a tua cruz

Já não sai da cama, a minha luz

Da sala, do quarto


 


Pilha a palavra

Troca a quantidade, do assunto modal

A tensão está normal

O lábio fora da boca,

A boca fora do mal


 


Os teus olhos não são de gente

O teu ar foge para cima

Tens a perna no cimento,

Tens a mão no pensamento


 


Ciclope, cicloturismo

Na parte de fora, na nesga do abismo

Imaginário que remete, para onde ainda não fui


 


Convite ao Universo

Com a tua própria câmara

Fecho a luz num olho

Prego a tábua à sensação


 


Som da casa, quando não estás...


 


Dancei para te ver aqui,

eu sei que nada mais pode me ajudar

É do nono andar? Sim

Quis pedir ajuda, mas a língua estava morta

Sei lá! Parei de olhar,

tenho uma corda acesa, prestes a queimar

Não és capaz de me levar a sério.

Vou saltar em teu lugar.


 


Sei que nada mais pode me ajudar


 


Atrasa o passo

Leva o lenço à boca

Fica na mira do choque frontal

Não é doença, é um animal

Um ruído feito no acto de fingir

seres mau, mesmo a dormir


 


(Mesa - Rui Reininho)

2 comentários:

  1. eu também gosto desta música, mas sei exactamente porquê. (não posso dizer...)

    parabéns (faz-nos bem ao ego conhecer alguém mais velho que nós, nem que seja um ano! eheheh :))

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...