13 abril 2008

Democracia individualizada

Tenho acompanhado, com alguma estupefacção, a polémica à volta da contratação de Fernanda Câncio para um programa da RTP2 .


 


O PSD, que tanto se preocupa com a qualidade desta democracia, com o medo instalado na sociedade portuguesa, com as perseguições por delito de opinião, empenha-se agora em desacreditar totalmente a função nobre de político.


 


Este PSD junta uma incompatibilidade: o ter relacionamentos pessoais com os detentores de cargos públicos.


 


Não se sabe exactamente até que tipo de relacionamento se deve estender a incompatibilidade: namorado (a)? Irmão (ã)? Pai (mãe)? Filho (a)? Primo (a), do 1º, do 2º grau? Ex-mulher (marido)?


 


Mais uma proposta de lei a apresentar na Assembleia da República: o melhor mesmo é os políticos serem ascetas, orfãos , solitários e autistas, totalmente consagrados à pátria.


 


Extraordinário.


 


Adenda: este post foi refeito pois tinha pressupostos errados. As minhas desculpas a quem já o tinha lido.

2 comentários:

  1. a solução passa por aquilo que menezes tem defendido para os programas de debate político. um comentador de cada cor político-patidária. assim, um programa, e já, para a namorada de menezes.

    cumprimentos

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