Enquanto não estamos preparados
para o canto da lareira
o adormecimento trôpego
de xailes e barbas brancas
enquanto não chegarmos à beira
do afundar das cadeiras
do ensurdecer de mudez
enquanto olharmos o tempo
de lado sacudindo inércias
saberemos atar as mãos
que manteremos apertadas
por sementes e ramos verdes
entre pássaros aninhados.
(pintura de Andrew Newman : Long House West of Lancaster , III)
Enquanto formos jovens -enquanto- velhos.
ResponderEliminarLindíssimo este poema Sofia. Deixou-me a pensar. Será que algum dia estaremos preparados para deixarmos de sacudir inércias, para deixar de olhar o tempo, o nosso tempo, de lado?
ResponderEliminarUm beijo e uma boa semana
Obrigada aos dois. Também penso que nunca estaremos preparados, e ainda bem.
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ResponderEliminarSaberemos, saberemos...bonita maneira de dizer o sonho!
Obrigada.
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