17 fevereiro 2008

Doze

Doze meses
doze horas
doze badalos
no peito
doze nozes
doze vozes
doze nós
a desfazer
doze bocas
doze brincos
doze olhares
crucificados
doze pedras
doze chagas
que abri
doze Cristos
doze Judas
doze vezes
repeti
doze velas
acesas
doze mantos
sagrados
doze beijos
doze mundos
que guardo
para ti.

(pintura de Janet Carney)

6 comentários:

  1. gisela cañamero12:42

    uma consigna em plena libertinagem de criatividade poética. parabéns.

    ResponderEliminar
  2. Como não sei "dizer" versos, digo disparates: Doze vezes doze são cento e quarenta e quatro.

    ResponderEliminar
  3. lino19:17

    E 144 é uma grosa. Dúzia e meia de dozes e mais um belo poema.

    ResponderEliminar
  4. Cristina20:00

    Delicioso, simplesmente delicioso, Sofia!

    Parabéns!
    Beijinhos :))

    Cristina Loureiro dos Santos

    ResponderEliminar
  5. Donagata00:28

    Um espanto!Quase parece fácil. Adorei dizê-lo. Hoje foi dia de uma pequena brincadeira e ele estava aqui! Um sucesso.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  6. Clara Branco18:59

    Desafio alguém a fazê-lo melhor!

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...