13 agosto 2007

Esperar

Correia de Campos está satisfeito com os resultados publicados em relação à melhoria dos tempos médios de espera para cirurgia e tem razões para isso. De facto, mesmo não concordando com a forma como o combate às listas de espera cirúrgica se faz, tenho que reconhecer que os resultados são bons.

No entanto, gostaria que me convencessem de que esta é a melhor forma, mais eficaz, que garante maior qualidade no tratamento, e mais barata. Gostaria de saber porque não se esgota primeiro a capacidade instalada nos hospitais públicos, em termos físicos e humanos, em vez de se contratarem cirurgias com os privados.

Correia de Campos está satisfeito mas espero que não se dê por satisfeito, pois é necessário que se melhore muito mais. E, já agora, o que fazer em relação à Região de Lisboa e Vale do Tejo? Para quando a definição dos tempos máximos de espera para cada tipo de patologia?

3 comentários:

  1. Bernardo Moura10:01

    Porque é que um doente com cancro ainda tem que esperar um ano para ser tratado?

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  2. Múcio L Góes17:05

    Querida, atrasei um pouco a postar por causa de uns contratempos aqui. O fiz agora, entao. Espero que gostes!

    Abraços!

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  3. Sofia Loureiro dos Santos23:59

    Bernardo: num mundo ideal ninguém deveria esperar por qualquer tipo de operação, muito menos quando a patologia é maligna. Mas nós não vivemos num mundo ideal. Nem nós nem ninguém. O que temos é que nos aproximar cada vez mais disso. Mas o manejo das listas de espera cirúrgica passa por várias áreas, nomeadamente pela redistribuição dos recursos e pela formação específica em determinadas especialidades. Um ano de espera para qualquer patologia maligna é inadmissível. Mas, apesar de tudo, houve progressos assinaláveis. Há que continuar, até que se atinja um tempo de espera aceitável, embora saibamos que ele é sempre demasiado. É preciso, no entanto, honestidade: é totalmente utópico e demagógico dizer que é possível acabar com as listas de espera. O que é possível e obrigatório é reduzir esse tempo de espera para níveis que não façam perigar a qualidade de vida do doente e o prognóstico da doença.

    Múcio: Agradeço o carinho. Gostei muito. Espero que outros (e outras) gostem.

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