Ao telefonar para um serviço de internamento de um hospital, para me informar do estado de saúde de um vizinho muito querido recentemente operado, após, na véspera, me ter assegurado do horário de atendimento telefónico, recebo uma resposta agastada de um enfermeiro, muito aborrecido por haver tantas pessoas a telefonarem para se inteirarem do estado do velhote, sendo necessário repetir muitas vezes que ele estava bem, pedindo com uma voz insistente que fizesse circular a informação.Expliquei-lhe que o senhor tinha poucos familiares, que era meu vizinho e que não sabia por quem circular a dita informação. Mas o Sr. Enfermeiro retorquiu com voz de evidência escandalizada que até do Centro de Dia tinham telefonado.
Talvez este Sr. Enfermeiro, se algum dia estiver doente, estabeleça uma rede de referenciação para a informação sobre o seu estado de saúde. Assim não incomodará quem tiver que repetir várias vezes está tudo a correr bem.
É a humanização do atendimento hospitalar.
(pintura de Ralph Sirianni: nightmare)
É muito triste, mas claro que não podemos fazer de um caso, este enfermeiro, uma generalização. Conheço muitos enfermeiros que são impecaveis e que sabem muito mais que determinados médicos.
ResponderEliminarBj.
Talvez o Sr. Enfermeiro não saiba o que é ser muito querido...
ResponderEliminarÉ mesmo um pesadelo. Só não digo que voltámos à Idade Média, porque nessa época não havia telefones nem Centros de Dia...
ResponderEliminarQuerida Sofia,
ResponderEliminargostava muito que fosse ao meu blog e que desse a sua opinião no post "Basta!".
Bj
Se a alternativa for um Call Center, receio pelo pior.
ResponderEliminarObrigada a todos pelos comentários. Eu não quis generalizar, até porque sei que há excelentes profissionais, que são poucos para muito trabalho. mas penso que existirão outras formas menos antipáticas de organizar o atendimento aos familiares e amigos dos doentes.
ResponderEliminar