29 janeiro 2007

Participar

Este referendo não tem a ver com posições partidárias nem com cargos políticos, nem com professores Marcelos. Tem apenas a ver com cada um de nós, como cidadão, como homem e mulher, de si para consigo.

Queremos ou não mudar a lei? Concordamos que uma mulher que aborte, até às 10 semanas de gestação, seja condenada a pena de prisão?

É a essa pergunta que deveremos responder.

Por outro lado este é o 3º referendo efectuado até agora. Se, pela 3ª vez, a participação for inferior a 50%, será provavelmente o último.

Votar é um acto de cidadania e de responsabilidade. É uma forma de intervenção na vida comunitária.

Eu vou votar SIM.


(Picasso: grávida)

3 comentários:

  1. HarryHaller17:00

    Eu também vou votar sim, para que as mulheres que interrompam a gravidez até às dez semanas não fiquem sob a alçada pesada da lei Penal. Porém, não esquecer que aquelas que forem para além das dez semanas continuarão a estar sujeitas à punição do Estado(ou será que não existem mulheres a interromper a gravidez para lá das dez semanas), lamentável justamente.

    Boa tarde Sofia

    Fernando

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  2. eu _mesmo09:48

    Eu não vou votar não.
    Votaria não mas não voto.
    Este referendo revela o estado da democracia.
    Se ganhar o sim daqui a 8 anos haverá outro referendo?
    Não creio.
    Isto é : Fazem-se referendos até o sim ganhar.

    Quanto ao referendo defender a mulher..., não sabia que as portugueses agora trazem no ventre anjos ou filhos de deus.

    as mulheres no seu seio trazem homens e mulheres.

    A legalização , prática do aborto por instituições do estado só vai aumentaro numero de mulheres(e homens)abortados.

    A história é produto da vontade das gentes..,e as pessoas querem que o estado contribua para o aborto.
    Não sou ninguém.



    Na asia vendem-se os filhos para pedófilos.

    Aqui abortam-se.
    É este o estado da humanidade.

    Acabo dizendo ser triste não se respeitar a vida.

    Ninguém mata ninguém.

    Uns hà porém que nem hipotese de nascer têm.

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  3. impaciente22:50

    Por acaso, no ano transacto, a França, que tem uma legislação “permissiva” como aquela que o referendo aborda, foi recordista no número de nascimentos!!!
    Essa lei data de 1974 e foi defendida no Senado por uma Senhora (Simone Veil!).

    O número de “abortos” será, SEMPRE, o resultado das condições sociais e essas não vão melhorar (nem com Pinhos novos!).
    A única solução com algum sucesso – já testada e abandonada, talvez para proteger as florestas – passava pelas fogueiras da Santa Inquisição... e nunca resolveu totalmente o problema da preocupação com a vida humana!
    Mas isto são Histórias tristes...

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