17 dezembro 2006

Passamos pelas coisas sem as ver


PASSAMOS PELAS COISAS SEM AS VER

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos como animais envelhecidos;
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos:
como frutos de sombra sem sabor
Vamos caindo ao chão apodrecidos.

(poema de Eugénio de Andrade; pintura de Arpad Szenes)

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