Bem sei que é irracional, imaturo, se calhar totalmente infundado, e pseudo-anarco-esquerdista disparatado, mas não deixei de sorrir escarninhamente ao ler este artigo sobre as remunerações dos administradores do BCP, saído no “The Wall Street Journal” de ontem, onde se afirma que “estão a encher os bolsos à custa dos accionistas”.
A golbalização é irreversível, o mundo mudou, temos que nos adaptar às novas ordens mundiais económica, política e social, temos que prescindir dos privilégios que adquirimos nestes últimos 50 anos. Todos já conhecemos esta retórica e, em maior ou menor grau, todos concordamos com ela, é inevitável.
Mas há um sentimento incómodo de que qualquer coisa está virada do avesso. Num país em crise há tanto tempo, em que não aparecem sinais de melhoria, mesmo com políticas de austeridade que, muitos clamam, são insuficientes, muito provavelmente com razão, não deixa de fazer eco na lógica das coisas simples a reflexão de Rui Tavares, no "Público de hoje: “Socorro: somos todos uns privilegiados - Um dos aspectos mais proeminentes do discurso político contemporâneo é que as castas dominantes, que não perfazem juntas mais do que um por cento da população, têm por hábito chamar privilegiados à maior parte dos restantes 99 por cento”.
Populismo? Pois, pois é, mas desconfortavelmente a fazer sentido.
A golbalização é irreversível, o mundo mudou, temos que nos adaptar às novas ordens mundiais económica, política e social, temos que prescindir dos privilégios que adquirimos nestes últimos 50 anos. Todos já conhecemos esta retórica e, em maior ou menor grau, todos concordamos com ela, é inevitável.
Mas há um sentimento incómodo de que qualquer coisa está virada do avesso. Num país em crise há tanto tempo, em que não aparecem sinais de melhoria, mesmo com políticas de austeridade que, muitos clamam, são insuficientes, muito provavelmente com razão, não deixa de fazer eco na lógica das coisas simples a reflexão de Rui Tavares, no "Público de hoje: “Socorro: somos todos uns privilegiados - Um dos aspectos mais proeminentes do discurso político contemporâneo é que as castas dominantes, que não perfazem juntas mais do que um por cento da população, têm por hábito chamar privilegiados à maior parte dos restantes 99 por cento”.
Populismo? Pois, pois é, mas desconfortavelmente a fazer sentido.
para alguns tudo acontece porque sim. nunca poderia ter acontecido de outra maneira, continuará na mesma e irá acabar como começou- porque sim. irrita-me a teoria da inevitabilidade.
ResponderEliminarTanto nos ensinam e explicam que é inevitável que nós acabamos por acreditar, quando inevitável é procurar OUTRAS e NOVAS soluções.
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